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Mato Grosso habilita proposta para VLT, mas consórcio vai recorrer

Vencedor da licitação da obra bilionária da Copa só deverá ser anunciado daqui a dez dias

VLT de Cuiabá só terá consórcio definido em junho (crédito: Divulgação)
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Da redação - São Paulo
postado em 25/05/2012 18:35 h
atualizado em 25/05/2012 18:51 h

O consórcio VLT Cuiabá, que apresentou a proposta mais barata (R$ 1,47 bilhão) pelo Veículo Leve sobre Trilhos Cuiabá-Várzea Grande, foi habilitado nesta sexta-feira (25) pela Secretaria da Copa (Secopa) para tocar a obra mais cara da Copa em Mato Grosso.

O grupo de empresas obteve a melhor pontuação na licitação de técnica e preço e apresentou a documentação necessária para seguir adiante no processo licitatório. No entanto, o VLT Cuiabá ainda não pode ser declarado vencedor do certame. 

Tudo porque o consórcio que teve a segunda melhor proposta (Mendes Júnior/Soares da Costa/Alstom, que propôs implantar o sistema sobre trilhos a um custo de R$ 1,54 bi) já manifestou interesse de recorrer da decisão do governo mato-grossense, segundo informações do site "Midia News". 

Este recurso deverá atrasar o definição da concorrência pública e, por conseguinte, adiar o início das obras, previsto para o fim de julho. A partir da ordem de serviço, o metrô leve cuiabano deverá estar pronto em 24 meses, tempo insuficiente, portanto, para estar concluído a tempo para a Copa de 2014.

Redução do valor
A partir desta sexta-feira (25), as empresas têm cinco dias úteis para recorrer do resultado da licitação. O resultado final só deverá sair dentro de dez dias.

E de acordo com o Regime Diferenciado de Contratações (RDC), o governo do estado, tão logo o vencedor da concorrência for anunciado, dará início à fase de negociações com o consórcio escolhido.

A ideia da Secopa é reduzir o custo do VLT para que ele caiba nos R$ 1,21 bilhão estimados inicialmente, valor este que já está encaminhado para empréstimo com recursos da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Caso não seja possível diminuir o valor junto ao consórcio, o governo do estado não sabe, ainda, como vai cobrir os R$ 200 milhões excedentes.





 
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