As obras do Parque Olímpico, que receberão a maior parte das competições esportivas dos Jogos de 2016 no Rio de Janeiro, deverão mesmo começar em junho, de acordo com o Comitê Organizador.
Segundo reportagem do jornal “O Globo”, os trabalhos começam pelo entorno do complexo esportivo. Tudo para evitar, em um primeiro momento, as disputas judiciais com os moradores da Vila Autódromo, em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, que contestam a desapropriação da área, e com a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), que não quer a demolição do atual autódromo enquanto um novo espaço para competições automobilísticas for construído na cidade. As questões seguem pendentes.
Mesmo com os problemas, o Parque Olímpico já tem projeto arquitetônico escolhido (a cargo do escritório londrino Aecom), consórcio responsável pelas obras definido (Odebrecht, Andrade Gutierrez e Carvalho Hosken) e custo estimado (R$ 1,4 bilhão).
O Comitê Organizador diz que o trabalho de demolição do autódromo, que começa dentro de um mês, faltando quatro anos para os Jogos, deverá estar 80% finalizado até o fim do ano.
Com cerca de 1,2 milhão metros quadrados, o Parque Olímpico vai sediar as competições de basquete, judô, taekwondo, lutas, handebol, tênis, ciclismo, saltos ornamentais, polo aquático, natação, nado sincronizado, ginástica artística e ginástica rítmica.
Pendências
Para contornar o problema do autódromo, um novo espaço, em Deodoro, também na zona oeste do Rio, começará a ganhar forma para receber competições automobilísticas. A CBA, no entanto, argumenta que o empreendimento não estará pronto antes da demolição do atual espaço, o que prejudica o calendário de corridas do país.
Já em relação aos moradores da Vila Autódromo, o reassentamento fica a cargo do próprio consórcio construtor, que vai transferi-los para um conjunto residencial chamado Parque Carioca, nas proximidades do terreno atual. Mas os moradores reclamam da baixa indenização e do tamanho acanhado dos novos apartamentos.