Com ao menos quatro meses de atraso, o governo federal definiu nesta sexta-feira (27) o montante que será investido em telecomunicações e tecnologia da informação (TI) para a Copa de 2014.
No total, os dois setores receberão aportes de R$ 371,22 milhões voltados a infraestrutura e segurança. Tudo para garantir que os links de internet e as transmissões de TV não sofram abalos durante o Mundial.
Os investimentos foram listados em resolução publicada hoje pelo governo no Diário Oficial da União (DOU). As ações serão executadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pela Telebrás.
Os investimentos em telefonia e internet fazem parte do segundo ciclo de ações da Copa. A previsão do governo era que esta fase do planejamento do Mundial fosse implantada entre 2010 e 2011.
Também atrasado, o primeiro ciclo engloba aeroportos, portos, mobilidade urbana e estádios. Parte dos aeroportos e a maioria das obras de transporte não saíram do papel.
Estrutura
Para cada uma das 12 cidades-sede, o governo pretende instalar quatro estações móveis nos estádios, seis estações fixas em aeroportos e fan fests, além de duas unidades para realizar os testes de qualidade dos serviços móveis.
A instalação desta estrutura ficará a cargo da Anatel, que terá orçamento de R$ 171 milhões.
A Telebrás ficou encarregada de implantar nas cidades-sede a infraestrutura para o fornecimento de redes de fibra ótica, os links de satélite nos principais locais da Copa e a ligação via rádio onde as seleções ficarão concentradas. Para isso, o orçamento do governo federal prevê aporte de R$ 200 milhões.
Os governos estaduais e municipais que receberão o Mundial ficam encarregados de facilitar a burocracia para permitir a passagem das instalações em dutos e postes públicos, e para a instalação de redes e antenas que atenderão o evento.
Além de telefonia e internet, o segundo ciclo de ações da Copa inclui também segurança, infraestrutura turística, energia, sustentabilidade ambiental e promoção e comunicação do país.