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Responsabilidade pelas obras da Copa é do governo, diz diretor do COL

Segundo Ricardo Trade, comitê tem o papel de acompanhar as obras e dialogar com autoridades

Declaração foi dada após deputados questionarem atrasos na preparação (crédito: Fifa/Divulgação)
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Da Agência Câmara
postado em 11/04/2012 17:19 h
atualizado em 11/04/2012 17:29 h

O diretor-executivo de Operações do Comitê Organizador Local (COL) da Copa de 2014, Ricardo Trade, afirmou hoje (11) que a responsabilidade da execução das obras para o evento esportivo é do governo. Ele explicou que cabe ao COL, uma instituição privada, acompanhar o andamento dos empreendimentos e dialogar com as autoridades.

As declarações foram feitas em audiência pública da Comissão de Turismo e Desporto, em resposta a diversos deputados que manifestaram preocupação com a demora das obras, principalmente as de mobilidade urbana e de infraestrutura aeroportuária.

Trade citou dados do Executivo para mostrar, por exemplo, que a reforma do Aeroporto de Fortaleza está dentro do cronograma, enquanto a do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, apresenta atrasos.

CBF
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, reiterou sua confiança no poder de organização do País para o Mundial e disse que a entidade está focada na montagem de uma seleção brasileira capaz de conquistar o título em 2014 e apagar o peso da perda da Copa de 1950 (quando o País foi derrotado na final pelo Uruguai, no Maracanã).

O deputado Vicente Candido (PT-SP), que relator da Lei Geral da Copa na Câmara, também pediu o empenho da CBF para que a entidade ajude a deixar como legado uma nova política para o futebol. O parlamentar lembrou que, durante a discussão da proposta, ficou evidente a necessidade, por exemplo, de revitalização da Timemania, de maior transparência na administração dos clubes e da implementação de uma previdência específica para atletas.

Marin reconheceu que houve avanços na legislação e prometeu aprofundar o diálogo com o Legislativo e com os clubes, a fim de continuar aperfeiçoando as normas. Ele anunciou que a CBF vai formar um grupo para fortalecer a assessoria fiscal, tributária e legal prestada pela entidade aos times, principalmente aqueles mais endividados.





 
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