Com orçamento que pode estourar a marca de R$ 1 bilhão, a reforma do Maracanã para a Copa de 2014 foi alvo de críticas do ex-atacante Romário, que atualmente é deputado federal pelo Rio de Janeiro.
O alvo do Baixinho foi o que chamou de descaracterização do principal estádio carioca, construído para a Copa de 1950 e que por muitas décadas foi o maior do mundo em capacidade de público.
“Fizeram uma brutalidade, uma imbecilidade. O estádio vai ficar desfigurado. O Maracanã era o melhor palco do planeta e os políticos e dirigentes conseguiram destruir. Está totalmente diferente. Poderiam fazer uma reforma de uma maneira que o Maracanã não ficasse tão descaracterizado”, disse Romário na última quinta-feira (8), ao desembarcar no Rio para uma competição de futevôlei.
Depois da reforma, a capacidade do Maracanã cairá de 85 mil para 76 mil lugares. As adequações ao padrão da Fifa exigiram a derrubada dos dois anéis de arquibancada, cujo projeto era considerado um marco arquitetônico. O ataque de Romário mirou extamente o novo formato proposto para o estádio.
“Podiam ter vendido ou alugado todo esse material que foi destruído. Gastar milhões para derrubar um anel foi um grande erro. O Maracanã hoje faz parte apenas da minha memória. Foi lá que conquistei títulos e glórias, mas esse Maracanã não existe mais.”