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Rio precisa triplicar número de leitos para a Olimpíada de 2016

Pesquisa do IBGE mostra gargalos e reforça necessidade de investimentos também para Copa

Copacabana Palace, no Rio; hotéis cariocas não dariam conta da demanda (crédito: WikiMedia Commons)
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Da redação - São Paulo
postado em 28/02/2012 13:45 h
atualizado em 28/02/2012 14:45 h

De acordo com um estudo encomendado pelo Ministério do Turismo, que dimensiona a capacidade de hospedagem das capitais brasileiras, a cidade do Rio de Janeiro tem hoje 67 mil leitos. O número é quase três vezes menor do que a quantidade esperada de atletas e profissionais de imprensa que deverão aportar na cidade para a Olimpíada de 2016, isso sem contar os turistas estrangeiros.

Divulgada nesta terça-feira (28), a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) expõe estas e outras deficiências da rede hoteleira brasileira, que precisa melhorar não só para a Olimpíada como também para a Copa de 2014.

"O objetivo do estudo foi quantificar e mensurar a capacidade de hospedagem nas capitais, tendo em vista que teremos eventos importantes nos próximos anos. Daí a necessidade de ter um quadro dos serviços de hospedagem", explicou Roberto da Cruz Saldanha, gerente da pesquisa, pioneira neste sentido no país.

De acordo com o estudo, o Brasil terá que construir muitos leitos se quiser amortizar a quantidade de turistas para Copa e Olimpíada.

Atualmente, as 12 cidades-sedes da Copa só podem, juntas, hospedar pouco mais de 416 mil turistas, levando em consideração todos os leitos duplos e individuais existentes em empreendimentos de hotelaria.

Mas a expectativa do Ministério do Turismo é que o número de torcedores estrangeiros para os eventos esportivos chegue a 500 mil, o que torna o quadro atual de hotelaria bastante deficitário. O cenário piora se forem considerados os turistas brasileiros, que se deslocarão entre as sedes do Mundial.

A pesquisa do IBGE ainda aponta deficiências no número existente de hotéis de padrão internacional. Apenas 14% dos empreendimentos no país são considerados de luxo ou muito confortáveis.

Além disso, a oferta de estabelecimentos com capacidade para hospedar portadores de necessidades especiais também é baixa --só 1,3% dos hotéis contam com adaptações para cadeirantes, por exemplo.

Sem parâmetros
Como este foi o primeiro estudo de serviços de hospedagem realizado no país, o IBGE explica que não há como dizer se houve aumento na quantidade de leitos nos últimos anos. Até a Copa e a Olimpíada, o instituto pretende lançar novos estudos para acompanhar os investimentos na área.

A pesquisa pode ser acessada aqui





 
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