Depois de falhar em testes de controle de doping em 2011, o Ladetec, único laboratório brasileiro antidoping credenciado para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, passará por reformas e será amplamente modernizado, informou nesta quarta-feira (22) a emissora "SporTV".
De acordo com o diretor da Secretaria de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Marco Aurélio Klein, o projeto de modernização do órgão já foi encaminhado à Agência Mundial Antidoping (Wada) e ao Comitê Olímpico Internacional (COI).
"Tanto a Wada quanto o COI gostaram muito do projeto, acharam muito interessante e vão seguir acompanhando o desenvolvimento até a construção para que ele esteja pronto até um ano antes dos Jogos", revelou.
"Haverá mudanças nos equipamentos, nos testes, além da certificação da nova instalação, que será muito moderna. O laboratório que sai da Olimpíada é o legado mais importante do evento, ou seja, é modernizar a infraestrutura", completou Klein.
O laboratório brasileiro se viu diante de um caso embaraçoso em maio de 2011, quando flagrou o jogador de vôlei de praia Pedro Solberg pelo uso de esteroides e o suspendeu. Mas novos exames foram realizados na Alemanha e constataram que Solberg não havia ingerido substâncias ilegais.
O caso levantou suspeitas sobre a credibilidade do Ladetec, um dos 33 laboratórios do mundo credenciados pela Agência Mundial Antidoping. Desde 2007, o órgão já recebeu mais de R$ 12 milhões para reformas.