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Copa 2014: Apenas 2% dos recursos para mobilidade viraram obras

Levantamento do site "Contas Abertas" mostra que apenas 18 de 50 projetos mostram avanços

Rio garantiu maior parte dos recursos para o BRT Transcarioca (crédito: Divulgação)
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Da redação - São Paulo
postado em 15/02/2012 16:36 h
atualizado em 16/02/2012 11:20 h

A 28 meses do pontapé inicial da Copa de 2014, apenas 2,14% dos investimentos em mobilidade urbana saíram do papel. 

Isso significa que, dos 50 projetos listados na Matriz de Responsabilidades para o Mundial, somente 18 obras tiveram algum avanço até o final de janeiro.

O levantamento foi divulgado na última segunda-feira (14) pelo site “Contas Abertas”, que pesquisou o sistema de dados sobre a Copa mantido pela Controladoria-Geral da União (CGU).

No total, estão previstos investimentos de R$ 12,36 bilhões em sistemas de transporte como Bus Rapid Transit (BRT), Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) e monotrilhos nas 12 sedes que receberão o campeonato mundial.

No entanto, apenas R$ 265 milhões deste montante se transformaram efetivamente em obras. Índice alarmante, já que ao menos 26 projetos em metade das sedes devem estar prontos antes de junho de 2013, mês em que começa o primeiro teste para o Mundial, a Copa das Confederações.

Quando se trata do percentual de financiamento contratado junto a Caixa Econômica Federal (CEF) ou BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o índice chega a 20% do total, ou R$ 2,43 bilhões.

Atraso
De acordo com o “Contas Abertas”, Brasília, Fortaleza, Mato Grosso, Salvador e São Paulo são as cidades mais atrasadas. Nelas, governos estaduais e municipais ainda não conseguiram a liberação de um centavo sequer para as obras de mobilidade.

O Rio de Janeiro dá o exemplo contrário. O governo fluminense contratou R$ 1,58 bilhão em financiamentos para a construção do BRT Trascarioca, que ligará o Aeroporto do Galeão à Barra da Tijuca. No total, o projeto está orçado em R$ 1,88 bilhão, sendo que R$ 128 milhões foram executados.

O pacote com 50 projetos de transporte para a Copa foi batizado de PAC da Mobilidade Urbana pelo governo federal. Em janeiro de 2010, foi assinado um documento chamado de Matriz de Responsabilidades, um compromisso que dividia as competências da União, estados e municípios da Copa em relação a obras de transporte e estádios.

O PAC conta com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com juros e prazo de amortização inferiores aos do mercado. O dinheiro é repassado pela CEF, que analisa e aprova os projetos básicos.

Acesse aqui o levantamento do "Contas Abertas"





 
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