A onda de greves que varre os estádios da Copa ameaçou chegar ao Maracanã. Na manhã desta quarta-feira (15), os operários paralisaram as obras por 1h30, mas decidiram voltar ao trabalho depois que o consórcio atendeu às reivindicações do sindicato.
Pelo acordo, foi concedido aumento geral de 10,5% nos salários, 100% de hora extra para o sábado, aumento da cesta básica de R$ 180 para R$ 230, além de plano de saúde e bônus por metas atingidas.
Também ficou acordado que os dias de greve do ano passado, quando a obra ficou parada por quase 20 dias, não serão descontados.
Neste momento, os operários do Castelão, em Fortaleza, estão de braços cruzados exigindo equiparação salarial para os funcionários de empresas terceirizadas.
Na semana passada foi a vez de os operários da Fonte Nova (Salvador) e da Arena Pernambuco (Recife) fazerem greve por melhores salários e condições de trabalho.
Coincidência ou não, os quatro estádios que enfrentaram greve no início de 2012 foram indicados para a Copa das Confederações. Como o evento começa em junho de 2013, a Fifa quer obras prontas no final deste ano ou, no máximo, até o início de março do ano que vem.
O Maracanã será a principal estrela do evento-teste da Fifa. Mas além da ameaça de paralisação, também enfrenta problemas para tocar as obras. Até este momento, apenas 32% da reforma de quase R$ 1 bilhão foi concluída.
No início deste mês, as principais centrais sindicais do país começaram a analisar a possíbilidade de uma greve geral nas obras da Copa. O objetivo seria unificar o piso dos trabalhadores em todas as regiões do Brasil.