A BWA, empresa que organiza a venda de ingressos em eventos esportivos no Brasil, venceu a licitação para explorar comercialmente o estádio Independência por 27 anos e optou por firmar uma parceria para dividir despesas e receitas com o Atlético-MG.
Pelo acordo, a empresa repartirá com o clube 90% dos ganhos obtidos com a venda de ingresso das partidas que serão disputados no local até 2038.
Enquanto isso, o América-MG, dono do estádio, e o governo de Minas, responsável pela reforma do local que é alternativa ao Mineirão, também em obras para a Copa, terão direito a apenas 5% cada.
A Secretaria Extraordinária da Copa em Minas Gerais (Secopa) vai analisar a legalidade do processo e poderá cassar a licitação. O Atlético-MG se defende argumentando que realizou tudo dentro da lei, e lembra que a BWA, uma vez vencedora da concorrência, tem direito de se associar a quem quiser para arcar com as despesas do equipamento esportivo.
Já o América-MG, proprietário do local desde os anos 1980, não se mostra preocupado com o acordo. Ao diário “Lance”, um integrante do conselho do clube afirmou que a agremiação "tem preferência de datas e continua dona do estádio”. Ele lembra que a BWA e o Atlético terão 90% dos lucros mas deverão arcar também com 90% de eventuais prejuízos com a administração da praça esportiva.
O Independência tem custo total avaliado em R$ 120 milhões e capacidade para 25 mil espectadores. A reabertura da arena, programada para fevereiro, deverá ser adiada porque ítens complementares, como assentos, acabamento e rede elétrica, ainda não foram devidamente instalados.