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Ceará pede salários iguais para operários em greve no Castelão

Metade dos trabalhadores é terceirizada e recebe menos que restante dos funcionários

Perspectiva do Castelão, em greve (crédito: Divulgação)
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Da redação - São Paulo
postado em 14/02/2012 17:34 h

Continua nesta terça-feira (14) a greve nas obras do Castelão, estádio da Copa em Fortaleza. Os operários cruzaram os braços ontem reclamando de pagamentos atrasados.

Além disso, o Sintepav, sindicato que lidera as negociações com as empresas Galvão Engenharia e Andrade Mendonça, responsáveis pela obra, diz que metade da força de trabalho é terceirizada e recebe salário inferior aos 500 trabalhadores com carteira assinada.

Por meio de nota, a secretaria da Copa no Ceará diz que exige do consórcio o atendimento ao acordo coletivo referente aos anos de 2011 e 2012, que estipula salários iguais para contratados e terceirizados.

Fortaleza é a sexta cidade-sede a enfrentar greve nas obras de estádio. Belo Horizonte, Brasília, Recife, Rio de Janeiro e Salvador também enfrentaram paralisações.

Isso quando o Castelão desponta como o estádio mais avançado para a competição. O governo fechou fevereiro com mais de 56% das obras prontas.

A capital cearense foi incluída na Copa das Confederações, em 2013, e receberá seis partidas da Copa de 2014, incluindo uma da seleção brasileira na primeira fase.

Confira a nota na íntegra

Sobre a paralisação parcial das obras do estádio Plácido Aderaldo Castelo, Castelão, a Secretaria Especial da Copa 2014 (Secopa) informa que tem acompanhado de perto todo o processo desde o início, na segunda-feira, dia 13.02. Logo após reunião realizada na tarde de ontem, entre o Consórcio Construtor - formado pelas empresas Galvão Engenharia e Andrade Mendonça - e o Sintepav/CE, o secretário Ferruccio Feitosa solicitou ao Consórcio a imediata resolução do problema com o cumprimento das regras firmadas no Acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012, celebrado entre o Consórcio e o Sintepav/CE, pelas empresas terceirizadas e/ou subcontratadas.

O consórcio garantiu que não haverá diferenças trabalhistas entre os colaboradores contratados diretamente pelo Consórcio e os trabalhadores terceirizados, ratificando o compromisso firmado no Acordo Coletivo através de um Termo de Compromisso oficializado junto ao Sintepav/CE.





 
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