Continua nesta terça-feira (14) a greve nas obras do Castelão, estádio da Copa em Fortaleza. Os operários cruzaram os braços ontem reclamando de pagamentos atrasados.
Além disso, o Sintepav, sindicato que lidera as negociações com as empresas Galvão Engenharia e Andrade Mendonça, responsáveis pela obra, diz que metade da força de trabalho é terceirizada e recebe salário inferior aos 500 trabalhadores com carteira assinada.
Por meio de nota, a secretaria da Copa no Ceará diz que exige do consórcio o atendimento ao acordo coletivo referente aos anos de 2011 e 2012, que estipula salários iguais para contratados e terceirizados.
Fortaleza é a sexta cidade-sede a enfrentar greve nas obras de estádio. Belo Horizonte, Brasília, Recife, Rio de Janeiro e Salvador também enfrentaram paralisações.
Isso quando o Castelão desponta como o estádio mais avançado para a competição. O governo fechou fevereiro com mais de 56% das obras prontas.
A capital cearense foi incluída na Copa das Confederações, em 2013, e receberá seis partidas da Copa de 2014, incluindo uma da seleção brasileira na primeira fase.