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Governo italiano rejeita apoio para Roma sediar Olimpíada de 2020

Primeiro-ministro Mario Monti negou sua autorização para que a cidade se candidate aos Jogos

Mario Monti não quer assumir garantia financeira que o COI pede (crédito: EFE)
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postado em 14/02/2012 16:14 h
atualizado em 14/02/2012 16:20 h

O governo italiano, dirigido pelo primeiro-ministro Mario Monti, negou nesta terça-feira sua autorização para que Roma apresente sua candidatura para organizar os Jogos Olímpicos de 2020.

Em entrevista coletiva em na capital do país, realizada após uma reunião do Conselho de Ministros, Monti declarou que o Executivo não se vê em disposição de assumir a garantia financeira que o Comitê Olímpico Internacional (COI) pede aos governos das cidades candidatas.

O primeiro ministro detalhou que seu Gabinete analisou o projeto apresentado pelo comitê organizador e fez questão de ressaltar que este merece elogios, mas disse que o Executivo não se vê capaz de assumir um compromisso financeiro que poderia pesar sobre as finanças da Itália.

"O Comitê Olímpico Internacional pede uma carta do chefe de Governo na qual ele assuma um compromisso de garantia financeira. O governo deve se comprometer a cobrir qualquer eventual déficit. Nosso Governo refletiu sobre este aspecto, e chegamos à conclusão unânime que não seria responsável assumir este compromisso", afirmou Monti.

Devido à falta de apoio das instituições, a candidatura de Roma fica fora da lista das cidades que se apresentaram para ser sede dos Jogos de 2020, na qual figuram Madri, Doha, Istambul, Tóquio e Baku.

Monti, um tecnocrata eleito pelo Chefe de Estado para tirar o país da crise, já havia manifestado suas dúvidas se o momento era o adequado para sediar os Jogos Olímpicos.

Roma, assim como o restante das cidades candidatas, tinha até esta quarta-feira para entregar ao COI um relatório detalhado no qual descreviam temas como as sedes, o meio ambiente, a meteorologia, o alojamento, os transportes, os serviços médicos e o exame antidoping, a segurança, a tecnologia e os aspectos legais.

Além disso, é necessário comunicar o financiamento e o apoio público e governamental, que no caso de Roma não aconteceu, mesmo com a mobilização de atletas e celebridades para pedir o sinal verde de Monti.

No plano de austeridade que o premiê está colocando em prática desde que foi eleito, em novembro de 2011, não há espaço para uma despesa de 9,8 bilhões de euros, dos quais 8,4 bilhões sairiam dos cofres públicos, que era o orçamento previsto para a organização do evento.























 
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