O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou nesta quinta-feira (9) que os municípios que pretendem se tornar CTS (Centro de Treinamento de Seleções) da Copa poderão contar com dois incentivos do estado.
O primeiro benefício diz respeito a uma linha de crédito específica da Agência de Fomento Paulista, cuja taxa anual de juros (2%) será subsidiada pelo governo paulista e terá um prazo de dez anos para pagamento.
Este crédito deverá ser revertido para reforma dos complexos esportivos públicos que pretendem alojar as seleções estrangeiras antes e durante o Mundial. No caso da iniciativa privada, a linha vai ajudar na construção de empreendimentos no setor de hotelaria e na ampliação de centros esportivos particulares.
"Os municípios têm duas alternativas: a lei do incentivo do Esporte ou o financiamento por meio da Nossa Caixa Desenvolvimento, com juros de 2% ao ano. Vale para a iniciativa privada e para as prefeituras municipais", disse Alckmin, durante seminário sobre CTS da Copa, realizado na sede do governo, em São Paulo.
A outra novidade anunciada nesta quinta-feira é o aumento do limite para captação da Lei Paulista de Incentivo aos Esportes. Agora, as prefeituras poderão captar, a partir do recolhimento do ICMS, até R$ 2,2 milhões para realização de projetos de infraestrutura local, praticamente o dobro do que era obtido antes.
Conforto
Também presente no seminário, o treinador do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari, afirmou que, a partir da experiência que obteve treinando as seleções do Brasil e de Portugal em Copas do Mundo, a proximidade entre hotel e o centro de treinamento é indispensável para a delegação estrangeira na hora de escolher pela cidade onde fixará base.
"Em 2002, conseguimos para treinar um local de uma universidade que não estava dentro dos cadernos da Fifa. Ficamos com três campos de treinamento a 20 minutos do hotel onde estávamos", disse, em referência à Copa do Mundo de 2002, organizada na Coreia do Sul e no Japão.
O treinador, que esteve a frente da seleção brasileira entre 2001 e 2002, também pediu maior privacidade aos atletas e comissão técnica das seleções. “Não gosto de ficar no mesmo hotel com imprensa, com hóspedes. Ficamos em um hotel na Coreia para 600 hóspedes, mas tivemos a privacidade em dois andares. Foi muito importante isso", explicou.