Em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (2), os operários da Fonte Nova decidiram manter por tempo indeterminado a greve iniciada ontem até que o consórcio das empresas OAS e Odebrecht atenda a pelo menos duas reivindicações.
De acordo com o Sintepav, sindicato que lidera as negociações, as empresas descontaram de maneira indevida atrasos referentes ao mês de dezembro e adiaram o pagamento de um abono no valor de R$ 90. Os trabalhadores também reclamam que o consórcio não depositou os R$ 130 da cesta básica de janeiro.
Representantes do sindicato e do consórcio se reuniram hoje à tarde, mas não fecharam acordo.
Os operários marcaram uma nova assembleia para amanhã, às 8h, em frente ao canteiro de obras da Fonte Nova, localizado na região central de Salvador. O consórcio ainda não se pronunciou.
Confederações
Enquanto os valores não forem pagos, os trabalhadores prometem continuar de braços cruzados. Uma ameaça aos planos do governo baiano de incluir Salvador na Copa das Confederações.
Isso porque a participação da capital baiana no evento-teste precisa do aval da Fifa, que decide em junho se o andamento das obras da Fonte Nova é satisfatório.
Na terça passada, o governo do estado anunciou que o índice de execução do estádio ultrapassou os 50%, marca superada apenas por Brasília e Ceará.
Além da Fonte Nova, outro estádio que depende da Fifa para entrar na Copa das Confederações também está em greve. Os trabalhadores da Arena Pernambuco cruzaram os braços há nove dias em São Lourenço da Mata, região metropolitana do Recife, exigindo aumento salarial (saiba mais).
Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Fortaleza estão confirmadas no evento-teste, que começa em 15 de junho de 2013.