Os proprietários de cadeiras perpétuas do Maracanã pediram explicações à Suderj (Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro) sobre a manutenção dos assentos após a concessão do estádio à iniciativa privada. O principal questionamento é saber onde será o setor em que as cadeiras ficarão e se ocorrerá pagamento por elas.
Segundo os donos das cadeiras cativas, o valor de cada unidade gira em torno de R$ 80 mil a R$ 100 mil. "Estamos querendo preservar os nossos direitos e não confiamos no governo. Querem pegar nossas cadeiras para dar para os convidados de Valcke e Blatter", disse um proprietário à reportagem do "Jornal do Brasil".
Na última sexta-feira (13), o governo do Rio de Janeiro publicou no Diário Oficial o edital de Manifestação de Interesse da Iniciativa Privada (MIP) para a realização de estudos para a concessão do Maracanã. Os estudos serão apresentados até 31 de março. O documento terá que respeitar pré-requisitos como a manutenção das cadeiras perpétuas.
Por meio de uma nota oficial, a Secretaria de Esporte e Lazer garante que o direito será mantido. "Os estudos de viabilidade deverão ser desenvolvidos de forma a garantir a manutenção do direito ao uso das atuais cadeiras perpétuas pelos proprietários para jogos de futebol".
Mesmo com a posição do governo, ainda há temor por parte dos donos das cadeiras, pois o assunto pode ser deixado para os últimos meses antes da abertura do Maracanã. "Estamos tentando um entendimento para que não haja necessidade de ir à Justiça", disse um dos proprietários.