O governo se comprometeu a aprovar até março a Lei Geral da Copa, que inclui as principais exigências da Fifa para a realização do Mundial no Brasil, afirmou ontem (18) o secretário-geral da entidade, Jerome Valcke, que está no país para acompanhar a preparação para o evento.
O dirigente disse que a garantia partiu do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que afirmou inclusive que o Congresso vai autorizar a venda de cerveja nos estádios durante a Copa do Mundo, um dos pontos mais polêmicos da lei. A comercialização de bebidas alcoólicas é proibida em estádios brasileiros.
"Não quero parecer arrogante, mas na questão do álcool não negociamos. É um compromisso assumido pelo Governo do Brasil e um de nossos patrocinadores é uma cervejaria brasileira", disse Valcke em entrevista coletiva com correspondentes estrangeiros.
O Congresso, que está em recesso até 1º de fevereiro, analisará a questão na votação da lei, que contém os compromissos assumidos pelo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2007, antes da escolha da sede da Copa.
Além disso, Valcke disse que a Fifa foi "muito flexível" em outras exigências, como na distribuição de ingressos populares à população pobre, outro ponto de atrito entre a entidade e as autoridades brasileiras.
Sobre a questão das entradas, o dirigente explicou que um milhão de ingressos chegarão às bilheterias, e 300 mil serão vendidos a preços mais baixos e serão destinados a camada mais pobre da população.
O secretário-geral se mostrou contente com o progresso no andamento das obras e disse que "os estádios nunca são um problema", mas mostrou preocupação em relação à infraestrutura hoteleira e de transporte em algumas das doze sedes.
Valcke dará uma nova entrevista coletiva hoje (19) no Rio de Janeiro, e depois irá para Brasília para conversar com uma comissão de deputados liderada pelo ex-jogador Romário (PSB-RJ).