A previsão é que a reforma da Arena da Baixada para o Mundial de 2014 deva ser acelerada nos próximos dias, quando começa a segunda etapa.
No entanto, o Atlético Paranaense não fornece informações sobre o andamento das obras nem sobre o cronograma. O canteiro localizado ao lado do estádio está desativado e é possível ver a transferência de parte do maquinário que ocupava a área para o interior da arena.
No ano passado, o Atlético prometeu terminar esta segunda etapa em 19 de março. Nesta fase ocorrerá a retirada de refletores, fiação elétrica, gramado, além da demolição de parte das arquibancadas. Como se vê, o grosso da reforma virá depois.
Com a ampliação, a Arena da Baixada ocupará uma área total de 64.502 m2, sendo 41.307 m2 do estádio, 19.234 m² do novo estacionamento, e 3.961 m2 do novo centro de imprensa. O estádio deve ser reinaugurado em março de 2014, com capacidade para 41 mil pessoas.
No total, será investido aproximadamente R$ 210 milhões nas obras. A prefeitura, no entanto, diz que este valor pode cair para R$ 183 milhões por conta de isenções fiscais.
Desapropriações
Para que a parte principal da reforma deslanche de vez, o governo municipal tem que desapropriar 12 terrenos e cinco áreas de lotes no entorno da Arena da Baixada. As notificações, porém, devem ser entregues somente no final deste mês.
O decreto publicado em 22 de dezembro passado prevê a desapropriação de 3.668 m2 em comércios e residências nas ruas Buenos Aires, Brasílio Itiberê, Coronel Dulcídio e Getúlio Vargas. Uma operação que deve custar cerca de R$ 10 milhões.
Pelo jornal
Apesar do apelo da Copa do Mundo, parte dos proprietários promete endurecer contra a prefeitura. A fisioterapeuta Sandra Belasco, 49 anos, que divide a mesma área com uma clínica de ortopedia na rua Buenos Aires, soube pela imprensa sobre a desapropriação.
“Não é tão simples assim (sair). Não podemos simplesmente ser notificados e em seguida sairmos. Precisaremos de um prazo, pelo menos de um ano, até porque estamos há 14 anos no imóvel, sempre pagamos nossos impostos e aqui funcionam duas entidades jurídicas. Não é vontade nossa e nem do proprietário deixarmos o local, mas se necessário, iremos cobrar todas as indenizações de nosso direito.”
O assunto deve acabar na Câmara de Vereadores. A comissão municipal da Copa promete conferir de perto o processo de desapropriação. Uma das principais dúvidas recai sobre a utilização das áreas, que serão pagas com recursos públicos, mas podem vir a ser utilizadas pelo Atlético depois da Copa.
“Já tivemos informações, não confirmadas, de que alguns locais serão transformados em pequenos shoppings. Mas será que isso é necessário? Quem vai ganhar com isso?”, pergunta Sandra.
Sem casa
Como se não bastassem os problemas com as obras e o entorno, o Atlético Paranaese, rebaixado para a segunda divisão do futebol nacional, está sem local definido para mandar seus jogos na temporada de 2012. Até o final da tarde de segunda-feira (16), a menos de uma semana da estreia do Atlético Paranaense no campeonato estadual, dia 22, o clube ainda não sabe onde jogar.
O destino mais provável deve ser a Vila Capanema, do Paraná, após a negativa do Coritiba em ceder o estádio Couto Pereira, conforme desejo do Atlético e da Federação Paranaense de Futebol, pelo valor de R$ 30 mil de aluguel por partida.
O clube não divulga a estimativa de gastos com o aluguel de outros estádios até o fim das reformas da arena, mas um levantamento preliminar divulgado no ano passado atingia um valor aproximado de R$ 1 milhão até 2014.