A prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, informou que as obras de mobilidade urbana previstas na Matriz de Responsabilidade devem começara neste mês de janeiro. “São aproximadamente R$ 261 milhões. O empréstimo já está contratado junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e vamos agora tocar as obras.”
“Além de garantir a mobilidade urbana para a Copa, as obras vão oferecer ao cidadão de Fortaleza a possibilidade de deixar o seu carro em casa e utilizar o transporte público desafogando o trânsito da cidade”, disse Luizianne na semana passada.
A construtora Delta Engenharia foi declarada vencedora da licitação para cinco obras na capital do Ceará. A ordem de serviço deve ser assinada nesta terça-feira (17), durante vistoria da Fifa ao estádio Castelão. A outra empresa que participou da licitação foi a Queiroz Galvão.
A previsão é de que as obras terminem entre maio e junho de 2013, antes da Copa das Confederações. O evento-teste do Mundial terá Fortaleza entre suas sedes, inclusive para uma das semifinais.
As obras incluem intervenções nas avenidas Dedé Brasil, Alberto Craveiro, Paulino Rocha, Raul Barbosa e Via Expressa. Todas dão acesso ao Castelão.
Desapropriações
As vias serão recapeadas e alargadas. Para isso, deverá haver desapropriações nas avenidas Dedé Brasil, Alberto Craveiro e Paulino Rocha.
As equipes de urbanismo da prefeitura estão negociando diretamente com os proprietários dos imóveis, segundo informou o presidente da Funcet (Fundação de Cultura, Esporte e Turismo), Héberth Lima, que coordena as ações da Copa em Fortaleza.
O problema está para a desapropriação de uma oficina mecânica localizada na avenida Raul Barbosa, que questionou o valor oferecido. O caso está na Justiça.
As obras serão iniciadas pelas áreas que não precisam ser desapropriadas e, segundo a prefeitura, as desapropriações devem ser concluídas até o final de fevereiro.
VLT
Durante o mês de janeiro, equipes da Secretaria da Infraestrutura do Ceará vão reforçar a divulgação das propostas de realocação das famílias que residem nas áreas por onde passará o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) Parangaba-Mucuripe.
O trajeto liga o Aeroporto Internacional Pinto Martins ao centro da cidade, onde estão os principais hotéis e também o porto.
Serão realizadas reuniões com as comunidades antes do início das obras civis do ramal ferroviário, marcado para fevereiro. Atualmente, está sendo finalizada a licitação do projeto.
Além da indenização, os donos de imóveis avaliados em até R$ 40 mil e que residentes no local receberão uma unidade residencial do Programa Minha Casa Minha Vida, financiado pela Caixa Econômica Federal, com prestações custeadas pelo estado, no bairro Prefeito José Walter, próximo ao Castelão.
Já os proprietários de imóveis avaliados acima de R$ 40 mil receberão o valor correspondente à desapropriação em dinheiro.
O governo também prometeu o pagamento de aluguel social de R$ 200 às famílias que tiverem seus imóveis avaliados abaixo de R$ 16 mil, até que a residência fique pronta. Alguns destes casos são de moradores que não podem ter os terrenos em que residem somados ao valor da desapropriação pelo fato de as propriedades pertencerem à União.
Os modelos de imóveis que serão oferecidos aos que forem desapropriados serão apresentados aos moradores em 15 de fevereiro.
Licitação
Neste momento, está sendo analisada a documentação apresentada pelos oito consórcios e duas empresas que concorrem à licitação para a realização da obra do VLT Parangaba-Mucuripe, orçado em R$ 205 milhões.
A licitação inclui ainda a construção das estações Padre Cícero, na Parangaba, e Juscelino Kubischeck, no Mucuripe.
O VLT fará a conexão ferroviária de 12,7 quilômetros entre a estação Parangaba e o porto do Mucuripe. Serão 11,3 km em superfície e 1,4 km em elevado.