Apenas dois dias após a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) admitir o uso de dinheiro público nos estádios da Copa 2014, o governo federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) começam a pressionar as cidades-sede para reduzir o custo dos projetos.
Reportagem publicada hoje (7/8) no jornal “Folha de S. Paulo” revela que o BNDES sugeriu reduções nos projetos mais caros, durante consultas de representantes das cidades-sede para viabilizar o financiamento das arenas.
Estádios como os de Manaus (Vivaldão) e Salvador (Fonte Nova), orçados em R$ 600 milhões e R$ 550 milhões, respectivamente, teriam que reduzir custos para obter o financiamento. Ainda segundo o jornal, o patamar considerado aceitável pelo governo é de R$ 400 milhões.
A redução vai ao encontro da intenção do Ministério do Esporte de conter custos. “Defendo que a modéstia seja o padrão para a preparação dos estádios”, declarou o ministro Orlando Silva Jr. em julho, em sinalização de que o governo federal – assim como o BNDES – não aprovará estádios com projetos vultosos, considerados inviáveis financeiramente.