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Governo e BNDES querem estádios "baratos" para a Copa

Técnicos do banco pedem às cidades-sede que reduzam custos dos projetos

Estádio Vivaldo Lima, orçado em R$ 600 milhões (crédito: Divulgação)
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Da redação
postado em 07/08/2009 15:34 h
atualizado em 07/08/2009 16:15 h

Apenas dois dias após a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) admitir o uso de dinheiro público nos estádios da Copa 2014, o governo federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) começam a pressionar as cidades-sede para reduzir o custo dos projetos.

Reportagem publicada hoje (7/8) no jornal “Folha de S. Paulo” revela que o BNDES sugeriu reduções nos projetos mais caros, durante consultas de representantes das cidades-sede para viabilizar o financiamento das arenas.

Estádios como os de Manaus (Vivaldão) e Salvador (Fonte Nova), orçados em R$ 600 milhões e R$ 550 milhões, respectivamente, teriam que reduzir custos para obter o financiamento. Ainda segundo o jornal, o patamar considerado aceitável pelo governo é de R$ 400 milhões.

A redução vai ao encontro da intenção do Ministério do Esporte de conter custos. “Defendo que a modéstia seja o padrão para a preparação dos estádios”, declarou o ministro Orlando Silva Jr. em julho, em sinalização de que o governo federal – assim como o BNDES – não aprovará estádios com projetos vultosos, considerados inviáveis financeiramente.

Estádio Fonte Nova, com projeto de R$ 550 milhões para a Copa (crédito: Divulgação)

Salto nos gastos
Na apresentação da candidatura brasileira à Fifa (Federação Internacional de Futebol), em 2007, a CBF calculou em U$ 1,1 bilhão (R$ 2 bilhões) o valor dos estádios do Mundial. Em maio deste ano, antes do anúncio das sedes, levantamento já apontava gastos 67% maiores, então estimados em R$ 3,7 bilhões.

Em julho, levantamento do Portal Copa2014.org.br, baseado em análise de arquitetos envolvidos com o evento, apontou novo aumento nos projetos, agora de 300%. Somados, os doze estádios do Mundial custariam cerca de R$ 10 bilhões. Ao menos três deles passariam de R$ 1 bilhão, entre os quais o Maracanã, provável palco da final.

Segundo os arquitetos consultados, um dos vetores do aumento dos gastos foi a inclusão da cobertura no detalhamento dos projetos, o que representou um aumento de 20% a 50% nos custos. O item faz parte das recomendações da Fifa para estádios de Copa do Mundo, mas não é considerado obrigatório.





 
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