O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, deve pedir licença e se ausentar da entidade por mais de 40 dias, conforme divulgou no último sábado (10) o jornal "O Globo".
De acordo com a publicação, o dirigente esportivo vai se afastar não só da CBF, mas também do Comitê Organizador Local, o COL, a partir do dia 19. Sua volta está prevista para 30 de janeiro.
Para seu lugar na CBF, deve assumir José Maria Marin, vice-presidente mais idoso na função. Marin foi deputado estadual pela Arena (partido ligado ao regime militar) e presidente da Federação Paulista de Futebol entre 1982 e 1988. A lacuna no COL pode ser preenchida eventualmente por Ronaldo.
Teixeira quer aproveitar o período para cuidar da saúde e fazer exames fora do país. Em setembro, ele havia sido internado com diverticulite, uma espécie de inflamação no intestino.
O afastamento se dá no exato momento em que o presidente da Fifa, Joseph Blatter, ameaça divulgar documentos comprovando que Teixeira e João Havelange receberam propina da empresa de marketing esportivo ISL, na década de 1990.