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Belo Horizonte tem cinco obras de mobilidade em andamento

Capital mineira segue o cronograma e deve ter mais três intervenções iniciadas em 2012

Projeto do BRT na avenida Antônio Carlos: cidade terá mais sete obras (crédito: Gustavo Penna Arq. Assoc.)
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Leandro Cabido - Belo Horizonte
postado em 06/12/2011 11:26 h
atualizado em 20/12/2011 12:42 h

Belo Horizonte será um dos principais palcos da Copa de 2014. Mesmo tendo perdido a abertura para São Paulo, a cidade receberá seis jogos da competição, entre eles uma das semifinais e uma provável participação do Brasil na disputa das oitavas.

Com os holofotes voltados para sua capital, os mineiros transformaram a cidade em um canteiro de obras para não fazer feio frente aos milhares de turistas que virão para o evento.

Notam-se intervenções em todas as regiões, desde a região da Pampulha, onde está localizado o Mineirão, estádio da Copa, até a região centro-sul, área que abrigará o novo setor hoteleiro da cidade.

São oito obras de mobilidade urbana planejadas para desafogar as vias da cidade, com um investimento total de R$ 1,38 bilhões. Deste montante, R$ 1 bilhão será financiado com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). As obras estão incluídas na Matriz de Responsabilidades, documento assinado entre a União e os estados e municípios que receberão a Copa.

Cinco dos projetos começaram e seguem à risca o cronograma. Os demais estão em fase de publicação de edital e licitação, mas também no prazo.

As principais intervenções correspondem à implantação de corredores exclusivos de ônibus, os BRTs (Bus Rapid Transit), em duas das principais avenidas da cidade, a Antônio Carlos (em obras) e a Cristiano Machado (com início marcado para março de 2012).

No entanto, o projeto de introdução dos ônibus de alta capacidade já sofreu redução por conta de problemas com a remoção de moradores. A prefeitura também pretendia implantar um BRT nas avenidas Carlos Luz e D. Pedro II, acessos importantes ao Mineirão. Mas a obra foi cancelada pelo custo alto das desapropriações, que ultrapassariam os R$ 153 milhões –valor maior que o do corredor.

Agora, a prefeitura pretende construir corredores convencionais nas avenidas em parceria com a BHTrans, empresa privada responsável pelo trânsito da cidade. O início das obras está previsto para março do próximo ano.

O presidente da BHTrans, Ramon Cesar, afirmou que a demanda desses dois pontos é menor que a dos outros corredores.“A quantidade de veículos que trafegam na Pedro II não se compara a de outras vias, como a Antônio Carlos e a Cristiano Machado. Por isso, a opção de melhorar e modernizar a avenida, com a criação de pistas exclusivas para os coletivos”, explicou Cesar.

BRTs
A intervenção de maior envergadura é o BRT Antônio Carlos, que custará R$ 633 milhões. O projeto se divide em diversas etapas, desde a duplicação da avenida D. Pedro I até a interseção da avenida Abraão Caram. A obra começou em março de 2011, com a readequação de uma trincheira.

A previsão de entrega é maio de 2013, ainda a tempo da Copa das Confederações, que acontece no mês seguinte e terá o Mineirão como palco de uma das semifinais.

A prefeitura estima que após a conclusão dos sistemas da Antônio Carlos e da Cristiano Machado mais de 750 mil passageiros sejam beneficiados. Estima-se que o tempo de viagem diminua 57%, e a quantidade de ônibus na cidade caia quase 40%.

Para o arquiteto e urbanista José Abílio, assessor da presidência do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura de Minas Gerais (Crea-MG), os impactos do BRT serão positivos para Belo Horizonte.

“O BRT é muito melhor que as opções que temos hoje. As estações, além de terem um projeto muito bonito, são fechadas e protegerão os passageiros das chuvas. Além disso, dão um bom conforto aos passageiros, já que a pista estará no mesmo nível do ônibus”, diz.

No entanto, para o chefe do Departamento de Engenharia de Transportes e Geotecnia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Nilson Nunes, mesmo com uma obra da envergadura do BRT da Antônio Carlos, a solução para o trânsito em Belo Horizonte está longe de uma solução.  

“Deveriam ter pensado em um transporte de massa mais eficiente, como o metrô. Mesmo o BRT sendo um transporte moderno, para Belo Horizonte, que tem mais de um milhão de passageiros diariamente, o sistema pode não dar conta”, afirma Nunes.

Sobre trilhos
No dia 16 de setembro, a presidente Dilma Rousseff, em visita à capital mineira, anunciou um aporte de R$ 3,16 bilhões para a ampliação do metrô belo-horizontino. A verba virá do Orçamento Geral da União (R$ 1 bilhão), dos governos estadual e municipal, da iniciativa privada (R$ 1, 47 bilhão) e de financiamentos (R$ 1,13 bilhão).

A linha 1 (Eldorado, em Contagem – Venda Nova) terá mais duas estações, tendo, ao término da obra, 30 km e com 20 estações. Já a linha 2 será construída entre a região do Barreiro (parte sul) e o bairro Calafate (zona oeste), tendo 10 km e cinco estações. A Linha 3, entre a Savassi e a Lagoinha, ambas na região centro-sul, também está no projeto, com 4,5 km e cinco estações.

O arquiteto José Abílio esperava uma ampliação mais ambiciosa do metrô. Para ele, a obra poderia contemplar outras cidades mineiras, como Betim e Ribeirão das Neves. Apesar disso, a obra atende a reivindicações antigas da população. O metrô chegará à segunda maior zona comercial de BH Barreiro e Savassi.

“Apesar do projeto executivo ainda não ter sido apresentado, a ampliação do metrô será ótima para ajudar a dinamizar Belo Horizonte”, afirma o arquiteto José Abílio.

A licitação para as obras deverá ser aberta em meados de 2012, com previsão de entrega entre quatro e cinco anos. De acordo com a prefeitura, o metrô não é uma obra para a Copa do Mundo, mas trará benefícios para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, já que algumas partidas de futebol do acontecerão em Belo Horizonte.

Projeto de estação de transferência do BRT (crédito: Gustavo Penna Arq. Assoc.)

Belo Horizonte: obras de mobilidade urbana

BRT Antônio Carlos

Status: iniciada
O que é:
corredor rápido de ônibus ligará o aeroporto de Confins à região hoteleira e ao centro, com estação próxima do Mineirão.
Estágio: Em obras desde março de 2011, com introdução de viadutos, alargamento de pistas, duplicação da avenida D. Pedro I e construção de estações do BRT.
Valor: R$ 633 milhões (R$ 428 milhões financiados pela CEF).
Prazo: conclusão em maio de 2013.


Corredor Pedro II – Carlos Luz (Antigo BRT)
O que é: implantação do BRT.
Estágio: em licitação. Obras marcadas para março de 2012.
Valor:
R$ 27,9 milhões (R$ 21,8 milhões financiados pela CEF).
Prazo: início previsto para março de 2012 e conclusão para março de 2013.


BRT Cristiano Machado
Status: iniciada
O que é:
recapeamento da pista com concreto e construção de estações de BRT.
Estágio: obras iniciadas em setembro de 2011.
Valor: R$ 135,3 milhões (R$ 128,5 financiados pela CEF).
Prazo: conclusão prevista para maio de 2013.

 

BRT Área Central
O que é:
interligação dos sistemas Cristiano Machado e Antônio Carlos, além do corredor viário da Pedro II.
Estágio: em licitação. Obras previstas para março de 2012.
Valor:
R$ 57,9 milhões (R$ 55 milhões financiados pela CEF).
Prazo: início marcado para março de 2012 e conclusão para março de 2013

 

Expansão do Controle de Tráfego
Status: iniciada
O que é:
monitoramento do trânsito de Belo Horizonte, com modernização dos sistemas atuais.
Estágio: Obras começaram em setembro de 2010.
Valor: R$ 31,6 milhões (R$ 30 milhões financiados pela CEF).
Prazo: conclusão prevista para março de 2013.

 

Boulevard Arrudas/Tereza Cristina
Status: iniciada
O que é:
primeira etapa (R$ 66 milhões) consistiu na readequação da avenida dos Andradas, canalizando o ribeirão Arrudas em seu trecho central. Segunda fase prevê a implantação do Boulevard até a avenida Tereza Cristina.
Estágio: primeira etapa concluída.
Valor: R$ 221,1 milhões (R$ 210 milhões financiados pela CEF).
Prazo: obra começou no início de 2010 e teve primeira etapa concluída em setembro de 2011. Restante do projeto deve ser entregue em janeiro de 2013.

 

Via 710 (Andradas e Cristiano Machado)
O que é:
Implantação de um corredor transversal de 4 km, que fará a ligação da região nordeste de Belo Horizonte ao BRT Cristiano Machado.
Estágio: em licitação. Obras previstas para março de 2012.
Valor: R$ 174,9 milhões (R$ 78 milhões financiados pela CEF).
Prazo: obras previstas para março de 2012, com entrega em novembro de 2013.

 

Via 210 (Via do Minério)
Status: iniciada
O que é:
implantação de via de 1,6 km com corredor de ônibus, ligando a região do Barreiro ao centro de Belo Horizonte e ao sistema de metrô.
Estágio: obras começaram em agosto de 2011.
Valor: R$ 106,2 milhões (R$ 72 milhões financiados pela CEF).
Prazo: entrega prevista para novembro de 2012.





 
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