O espanhol Alejandro Blanco, presidente da candidatura olímpica de Madri 2020, considera que a concessão dos Jogos daria para a Espanha um impulso econômico importante, o que difere do projeto de 2012 e 2016.
"O dado diferencial é que primeiro queríamos os Jogos, depois poderíamos realizá-los, e agora precisamos deles", explicou o dirigente. Blanco admitiu nesta segunda-feira que nas reuniões que manteve até o momento com dirigentes esportivos internacionais "não se questiona a força da candidatura, mas sim o momento econômico que a Espanha vive e se as promessas são confiáveis".
"Eu acho que sim. Mas a imagem que temos que passar agora é a da solvência econômica, não a esportiva, que já temos. Não devemos esconder: existem problemas econômicos, mas a Espanha segue apostando nos Jogos porque tem a grande vantagem de 78% das instalações já estarem prontas. Temos que mostrar imaginação", declarou.
"Investindo 10% do que os outros países investem, conseguimos organizar grandes campeonatos porque temos outras coisas que os demais não têm: ótimos níveis esportivo, diretor e federativo", disse Blanco, que também afirmou que não insistir com uma terceira candidatura consecutiva seria um "erro histórico".
O responsável pela candidatura disse que os cinco rivais são perigosos, embora tenha feito uma menção especial com ênfase a Istambul, que "pode ter um valor similar ao que teve o Rio de Janeiro para 2016", e a Doha, que definiu como "o perigo em estado puro".
"Não sei o que existe além de dinheiro, mas dinheiro existe muito. Se resolverem investir, são perigosos", afirmou Blanco. Tóquio, Roma e Baku completam a lista de aspirantes aos Jogos de 2020, cuja escolha acontecerá em setembro de 2013.
Blanco prometeu dirigir a candidatura "sob os parâmetros do otimismo e da fé". "Não sabemos qual será o resultado, mas sim que é a disputa mais difícil que podemos enfrentar como país", finalizou.