A presidente Dilma Roussef anunciou na última sexta-feira (18) que o governo federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Grandes Cidades, vai investir R$ 1 bilhão na região metropolitana de Salvador. O governo estadual também participará do investimento com R$ 600 milhões.
O recursos serão aplicados na construção da Linha 2 do metrô (Aeroporto-Rótula do Abacaxi), conforme explicou a presidente: "Este investimento é fundamental para que, da estação do Bonocô até o aeroporto, nós tenhamos um trânsito mais rápido”, disse.
Dos R$ 30 bilhões investidos pelo país em mobilidade, R$ 18 bihões são destinados ao "PAC Mobilidade Grandes Cidades", que atende cidades com mais de 700 mil habitantes, e os restantes R$ 12 bilhões compõem o PAC Copa.
Dilma salientou que “não seria possível fazer o PAC Grandes Cidades sem colocar o foco em Salvador, que, de fato, hoje, é uma das grandes concentrações populacionais do Brasil, com 2,7 milhões de pessoas e cerca de 680 mil veículos”.
O governador da Bahia, Jaques Wagner, explicou ainda que os R$ 600 milhões colocados pelo estado serão captados de linhas de financiamento do governo federal. Ele declarou que, para poder fazer investimentos em infraestrutura, estradas e logística, assinou um termo com o governo federal, há duas semanas, ampliando em R$ 3,1 bilhões do limite de endividamento do estado. E disse que, além deste montante, pretende entrar com pedido de empréstimo no Banco Mundial, da ordem de R$ 1,1 bilhão, para completar o necessário às obras.
Sistema integrado
O Sistema Integrado de Transporte Metropolitano dos municípios de Salvador e Lauro de Freitas será misto, formado por um corredor central estruturante de veículos sobre trilhos, passando pela avenida Paralela até a Rótula do Abacaxi (acesso norte), e ônibus, modelo convencional ou BRT, nas vias alimentadoras como as avenidas Dorival Caymmi, Orlando Gomes e Pinto de Aguiar.
O modelo misto, detalhado no Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) da Mobilidade Urbana, foi divulgado em junho passado e a audiência pública na cidade de Lauro de Freitas também já ocorreu. O projeto deve compreender um corredor estruturante de 22 km, interligado à Linha 1 do metrô. Para que possa haver interligação, o metrô precisa aumentar sua extensão de seis para 13 km, o que aumentaria a cobertura dos transportes sobre trilho na região para 35 km.