Já existem empresas brasileiras interessadas não na Copa de 2014, mas nas oportunidades que o Mundial do Catar, daqui a 11 anos, pode gerar. Companhias nacionais começam, desde cedo, a instalar escritórios no país da Copa de 2022, de olho em negócios especialmente na área de construção civil. As informações são da "Anba", a Agência de Notícias Brasil-Árabe.
A Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) é uma destas companhias que já tem instalações no país árabe e vem buscando estimular outras empresas do Brasil a investir no Catar.
A agência avalia que a construção de estádios, hotéis, rodovias, linhas de metrô e trem são os principais "filões" a serem aproveitados pelos brasileiros na área. "As empresas brasileiras são competitivas em obras mais elaboradas e já há um conhecimento na região sobre esta expertise das construtoras brasileiras", afirma Sidney Costa, gerente da Apex em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, país vizinho do Catar.
Costa, que participou de seminário sobre oportunidades na área de construção civil no país da Copa de 2022, também vê o mercado catariano "aberto para quem for competitivo", porque não é dominado por nenhuma grande empresa nacional. Desta forma, a Apex acredita que as empreiteiras brasileiras devem se beneficiar com o boom do setor de infraestrutura no país árabe.
Para a Copa, deverão ser investidos mais de US$ 5 bilhões na construção de nove arenas, US$ 25 bi na instalação do metrô e US$ 20 bi em uma ponte que deve ligar o Catar ao Bahrein. "Vamos consolidar uma experiência em torno da nossa Copa do Mundo e o Catar vai demandar essa experiência", finaliza Costa.