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Pressionada pelo governo, Fifa admite rever meia-entrada para idosos

Em entrevista a jornal, Jeróme Valcke revela que entidade deve aceitar descontos em ingressos

Valcke conversa sobre descontos para idosos e população de baixa renda (crédito: Arquivo)
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Da redação - São Paulo
postado em 25/10/2011 11:06 h
atualizado em 25/10/2011 12:49 h

Depois de muito discutir o texto da Lei Geral da Copa com o governo brasileiro, a Fifa finalmente deve aceitar meia-entrada para idosos durante o Mundial e, além disso, disponibilizar ingressos mais baratos para torcedores de baixa renda nascidos no país. A novidade é do secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, que falou em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo", publicada hoje (25). 

"Quando a presidente (Dilma) Rousseff disse que há uma lei para proteger as pessoas acima de 65 anos com meia-entrada, disse a ela: não quero mudá-la", afirmou Valcke, para lembrar, logo em seguida, que os idosos devem ser o único grupo contemplado com o benefício. "Temos de ter certeza de que não estamos enfrentando um número de comunidades que tenha acesso à meia-entrada, como doadores de sangue, estudantes, ex-jogadores etc".

O dirigente também se mostra aberto à possibilidade de facilitar o acesso para "todos os brasileiros que não podem pagar muito pelos ingressos", uma iniciativa semelhante, segundo ele, ao que aconteceu na África do Sul em 2010.

Ainda sobre a Lei Geral da Copa, Valcke afirma que confia no compromisso do governo e que os principais impasses já estão sendo resolvidos.

Pirataria
Sobre a proteção dos produtos licenciados pela entidade, o secretário-geral mantém firme a posição. "Só pedimos para defender nossos interesses. Não somos uma empresa com acionistas fazendo mais dinheiro. Proteger o futebol é proteger as receitas da Fifa".

Ele também falou sobre a entrada de um novo nome na coordenação da Copa --a ex-prefeita de Olinda Luciana Santos, uma recomendação de Dilma Roussef, segundo Valcke-- em substituição ao ministro do Esporte Orlando Silva, que enfrenta denúncias de corrupção.

Por fim, o dirigente vê o calendário brasileiro como "muito apertado" e disse também que preocupa o pouco investimento das cidades em mobilidade urbana e infraestrutura aeroportuária até o momento. "É preocupante para todos nós. Quem vai seguir seu time, tem que se mover facilmente de estádio, e fazer sem sofrimento."





 
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