A Fifa e o COL (Comitê Organizador Local) já acenderam o alerta amarelo para o andamento das obras do Maracanã. Segundo reportagem do jornal "Folha de S.Paulo", a inclusão do estádio na Copa das Confederações, que será em junho de 2013, foi mantida apenas pelo simbolismo do estádio e pelo fato de ele ser o palco da final da Copa 2014.
Em setembro, a reforma do Maracanã passou por problemas. Durante 18 dias, os operários da obra cruzaram os braços. Outra greve já havia ocorrido em agosto, quando os trabalhadores pararam por cinco dias.
No último dia 21, o governador do Rio, Sérgio Cabral, anunciou uma prorrogação de dois meses na entrega do estádio, antes prevista para dezembro de 2012. Em Zurique, já se fala em abril de 2013, data-limite imposta pela Fifa para que os estádios do torneio-teste estejam prontos.
Custo
Fechado desde 8 de setembro de 2010, o novo Maracanã custaria, inicialmente, R$ 705 milhões. No início de 2011, porém, o governo constatou que a estrutura da marquise estava deteriorada e precisava ser demolida. A nova intervenção provocou aditivo de 36%.
No início de setembro deste ano, após o TCU (Tribunal de Contasda União) apontar sobrepreço de R$ 163,4 milhões, a reforma foi orçada em R$ 859 milhões. O orgão exigiu a redução de R$ 97,8 mi.
Incentivos fiscais concedidos pelo governo também ajudaram a diminuir os gastos da obra. Com isenções que chegam a R$ 84 milhões, o Maracanã custará 775,8 milhões.
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou um empréstimo de R$ 223 milhões para a reconstrução do estádio. O Projeto de Lei ainda depende da aprovação do governador. O empréstimo será concedido pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina.
Outros R$ 400 milhões serão emprestados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que tem linha de crédito para os estádios da Copa.