O processo que determina o futuro do Estádio Olímpico de Londres será retomado somente em janeiro, já que as negociações para que o local fosse repassado ao West Ham, após os Jogos do ano que vem, foram encerradas.
A batalha legal iniciada pelo Tottenham, clube que também tinha interesse pelo estádio, forçou o Comitê de Legado do Parque Olímpico de Londres (OPLC), a prefeitura da cidade e o governo britânico a reconsiderarem a decisão que tomaram no começo do ano, afirmou nesta terça-feira o ministro de Esportes, Hugh Robertson.
Os responsáveis pelos Jogos Olímpicos de Londres 2012 temiam que a Justiça demorasse anos para decidir sobre o futuro do estádio, e por isso, decidiram começar de novo o processo de avaliação, para "evitar a incerteza de um que tinha caído em uma paralisia legal", anunciou o ministro.
Além das ações iniciadas pelo Tottenham, o Leytont Orient também entrou com processo judicial questionando o empreto de dinheiro público no acordo com o estádio. Uma queixa anônima feita à Comissão Europeia teria sido decisivo para o Comitê adiar o uso do estádio.
O West Ham, um clube imerso em problemas econômicos, deu boas-vindas à medida anunciada pelo ministro de Esportes, e informou que em janeiro será novamente candidato a alugar o Estádio Olímpico por uma quantidade próxima a 2 milhões de libras (cerca de 2,3 milhões de euros).
Os detalhes do acordo anterior entre o clube e a OPLC não foram publicados, embora a imprensa britânica calcule que o West Ham tenha oferecido cerca de 100 milhões de libras (114 milhões de euros) para ficar com o estádio após os Jogos.
Uma das condições exigidas aos clubes que queiram utilizar o local após as Olimpíadas é o de manter a pista de atletismo que cerca o gramado.
Os planos do Tottenham de eliminar a pista para criar um ambiente mais fechado no estádio foi um dos pontos para que o Comitê rejeitasse sua oferta para utilizar o local.