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Mesmo sem financiamento, obras na Arena estão marcadas para o dia 4

Depois de aprovar criação de empresa, Atlético-PR marca evento simbólico para dar início à reforma

Mesmo com evento para início das obras, futuro da Arena segue incerto (crédito: Carlos Arcos Arquitetura)
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Da redação - São Paulo
postado em 28/09/2011 15:35 h
atualizado em 28/09/2011 16:30 h

Único estádio a não ter suas obras para a Copa iniciadas, o Atlético-PR deu mais um passo na tentativa de viabilizar a difícil negociação envolvendo a reforma da Arena da Baixada para a Copa. 

Em reunião realizada na última terça-feira (27), o Conselho Deliberativo aprovou a criação de uma SPE (Sociedade de Propósito Específico), empresa que vai permitir ao clube conseguir linhas de crédito para investir na conclusão do estádio.

Além disso, o ex-presidente do Atlético-PR e líder da Comissão de Assuntos das Copas 2013/2014, Mario Celso Petraglia, marcou para o dia 4 de outubro, próxima terça-feira, um evento para marcar o início das obras na Arena. A celebração, simbólica, vai ocorrer mesmo sem a garantia do financiamento. 

Na mesma reunião, os conselheiros bateram o martelo em relação ao custo máximo das obras: R$ 180 milhões, o menor da Copa. O Atlético-PR, no entanto, afirma não dispor de todo o capital necessário para a obra. 

Responsável direto pela intervenção, nem mesmo Petraglia parece saber como o clube vai arcar com a reforma da arena esportiva. O ex-mandatário teria estimado que um terço do dinheiro sairia dos cofres do clube curitibano --o que foi negado pelo atual presidente, Marcos Malucelli, que garantiu que a verba será usada para o futebol.

Os dois terços restantes seriam de responsabilidade da prefeitura de Curitiba e do governo do Paraná, de acordo com o plano de financiamento de Petraglia. 

A reforma na arena curitibana, que ainda não tem gestor de obras, empreiteira nem fornecedores garantidos, vem cercada de uma série de problemas e indefinições. No final de julho, o Conselho Deliberativo já havia recusado a contratação da construtora baiana OAS para se responsabilizar pelas obras na arena.

Em vez disso, optou por deixar a reforma nas mãos do ex-presidente Mario Celso Petraglia. A decisão reduziu o custo total em R$ 40 milhões (de R$ 220 milhões para R$ 180 milhões), mas só aumentou a incerteza em torno do estádio paranense para a Copa. 





 
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