Único estádio a não ter suas obras para a Copa iniciadas, o Atlético-PR deu mais um passo na tentativa de viabilizar a difícil negociação envolvendo a reforma da Arena da Baixada para a Copa.
Em reunião realizada na última terça-feira (27), o Conselho Deliberativo aprovou a criação de uma SPE (Sociedade de Propósito Específico), empresa que vai permitir ao clube conseguir linhas de crédito para investir na conclusão do estádio.
Além disso, o ex-presidente do Atlético-PR e líder da Comissão de Assuntos das Copas 2013/2014, Mario Celso Petraglia, marcou para o dia 4 de outubro, próxima terça-feira, um evento para marcar o início das obras na Arena. A celebração, simbólica, vai ocorrer mesmo sem a garantia do financiamento.
Na mesma reunião, os conselheiros bateram o martelo em relação ao custo máximo das obras: R$ 180 milhões, o menor da Copa. O Atlético-PR, no entanto, afirma não dispor de todo o capital necessário para a obra.
Responsável direto pela intervenção, nem mesmo Petraglia parece saber como o clube vai arcar com a reforma da arena esportiva. O ex-mandatário teria estimado que um terço do dinheiro sairia dos cofres do clube curitibano --o que foi negado pelo atual presidente, Marcos Malucelli, que garantiu que a verba será usada para o futebol.
Os dois terços restantes seriam de responsabilidade da prefeitura de Curitiba e do governo do Paraná, de acordo com o plano de financiamento de Petraglia.
A reforma na arena curitibana, que ainda não tem gestor de obras, empreiteira nem fornecedores garantidos, vem cercada de uma série de problemas e indefinições. No final de julho, o Conselho Deliberativo já havia recusado a contratação da construtora baiana OAS para se responsabilizar pelas obras na arena.
Em vez disso, optou por deixar a reforma nas mãos do ex-presidente Mario Celso Petraglia. A decisão reduziu o custo total em R$ 40 milhões (de R$ 220 milhões para R$ 180 milhões), mas só aumentou a incerteza em torno do estádio paranense para a Copa.