O secretário especial de Articulação da Copa de 2014 da prefeitura de São Paulo, Gilmar Tadeu, falou de sua esperança de que São Paulo abra o Mundial, e o que esta oportunidade vai representar para o desenvolvimento econômico e social da zona leste e da cidade como um todo.
A declaração foi dada ontem (27), durante o seminário “Zona Leste, o Futuro de SP Passa por Aqui”, realizado pela Associação Comercial de São Paulo.
Tadeu citou números de uma consultoria que estudou o caso: "As previsões, se a Copa for aqui, são as melhores: o estado arrecadaria algo como R$ 6,6 bilhões, tributáveis para os três níveis de governo; só do turismo viria R$ 1,7 bi. Com o estádio, adicionaríamos ao PIB municipal mais de R$ 30 bilhões, em dez anos [2011 a 2020]", afirmou.
Ele lembrou que o novo estádio é um vetor de desenvolvimento da cidade, para leste. "É um equipamento que muda o eixo de desenvolvimento da capital, e equilibra seu crescimento, até então concentrado em outras áreas. Ao sul, a cidade está limitada pela represa do Guarapiranga, a norte, pela serra da Cantareira. Resta a zona leste, que é para onde temos que crescer."
A zona leste, enfatizou, concentra 4,3 milhões de pessoas, mas não tem empregos que atendam a esse contingente. "É mais gente do que existe em 25 capitais brasileiras. É uma concentração igual a de países como Nova Zelândia ou Irlanda. Apesar disto, é a parte da cidade onde a renda familiar é mais baixa e onde as pessoas mais precisam se deslocar para ir ao trabalho".
Tadeu citou projetos destinados a reduzir esta defasagem e induzir melhorias na região: "[Estamos] alinhando projetos que já existiam, como o Polo Institucional de Itaquera, e que, graças ao estádio, à Copa, poderão ser implementados em bloco, seguidamente."
Além da obra do estádio do Corinthians, ele mencionou outras de mobilidade, como o anel viário da av. Jacu-Pêssego (que liga a região ao Aeroporto Internacional de Guarulhos) e o monotrilho, integrado à linha 13-Jade, da CPTM, ligando o Brás, no centro, também ao aeroporto.