A volta ao trabalho dos funcionários que reformam o Maracanã para a Copa de 2014, na última segunda-feira (19), não serviu para afastar de uma vez por todas a ameaça de uma nova greve.
Ontem pela manhã, representantes do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada Intermunicipal do Rio de Janeiro (Sitraicp) e do Consórcio Maracanã Rio 2014 (Odebrecht, Delta e Andrade Gutierrez) reuniram-se para discutir as reivindicações dos operários, que ainda seguem pendentes mesmo com recomeço dos trabalhos. O encontro terminou novamente sem acordo.
Os operários pedem cesta básica de R$ 180, plano de saúde, fiscalização dos alimentos servidos no refeitório do canteiro, presença de médicos no turno da madrugada e pagamento integral do salário de setembro, mês em que cruzaram os braços por 18 dias.
Segundo um dos representantes do sindicato, Romildo Vieira, o consórcio se propôs a fazer um empréstimo aos operários correspondente aos dias parados. Os trabalhadores devolveriam o valor em três parcelas descontadas em folha. O sindicato, por sua vez, quer que as empresas paguem metade do salário e a outra metade os operários compensariam trabalhando em dias de folga.
Por nota, o consórcio informou que houve adesão dos trabalhadores ao Plano de Saúde Individual. Segundo as empresas, o plano contratado possui cobertura em toda a região metropolitana do Rio de Janeiro, “sem” carência e tem abrangência a partir de 1º de setembro.
O sindicato rejeitou o plano oferecido pelo consórcio, que cobra tarifas para consulta médica.
Segundo Vieira, as negociações devem continuar nesta quarta-feira. Se o consórcio não acatar as reivindicações dos funcionários, o sindicato deve entrar com novo pedido de greve.