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Após um mês, operários do Maracanã retomam greve

Trabalhadores cruzaram os braços na madrugada exigindo que consórcio atenda antigas reivindicações

Assembleia em frente ao Maracanã na greve de agosto (crédito: Arquivo)
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Vanessa Cristani - Rio de Janeiro
postado em 01/09/2011 16:46 h
atualizado em 02/09/2011 09:28 h

Após greve de cinco dias em meados de agosto, os operários que tocam a reforma do Maracanã paralisaram novamente as obras às 3h desta quinta-feira (1/3).

Os trabalhadores alegam que deveriam ter recebido hoje o cartão da cesta básica no valor de R$ 160, conforme acordo fechado no mês passado com o Consórcio Rio 2014, responsável pela reforma. Além disso, os operários afirmam que não houve pagamento de horas extras.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada Intermunicipal do Rio de Janeiro (Sitraicp), Nilson Duarte Costa, funcionários do turno da noite disseram que a comida estava estragada e que não havia médicos no canteiro de obras.

De acordo com Costa, o consórcio se comprometeu a aumentar o valor da cesta básica, para R$ 180 e estudar a inclusão dos parentes dos funcionários no plano de saúde dentro de 90 dias. Os trabalhadores não aceitaram a proposta e querem antecipar o prazo.

Duas assembleias em frente ao Maracanã estão marcadas. A primeira deve ocorrer amanhã e a outra na próxima segunda.

Em nota, o consórcio formado pelas empresas Andrade Gutierrez, Odebrecht e Delta diz que acionará a Justiça do Trabalho para que a greve seja declarada abusiva. As construtoras só aceitam retomar as negociações quando os operários retornarem ao trabalho. Uma audiência foi marcada para a próxima segunda-feira, às 13h no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). 

A nota informa que a nova greve afeta os trabalhos da reforma do estádio e não há motivo para a atual paralisação, uma vez que a greve ocorre dez dias depois de um acordo feito com representantes dos trabalhadores em torno de pauta de reivindicações.

Em agosto, o ajudante de produção Carlos Felipe da Silva Pereira se feriu com material explosivo dentro do canteiro de obras. Foi o estopim para o começo da greve que acabou com acordo entre funcionários, Sitraicp e o consórcio.





 
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