Conforme antecipou há uma semana o Portal 2014, o Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou sobrepreço de R$ 163,4 milhões nas obras do Maracanã e exige que o custo da reconstrução do estádio seja reduzido.
A exigência do órgão partiu de análise do projeto executivo realizada nos últimos dois meses em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU). O relatório assinado pelo ministro Valmir Campelo foi aprovado ontem (31/8) pelo plenário do tribunal.
Segundo Campelo, o TCU fechou acordo com o governo fluminense para que o orçamento seja fechado em R$ 859 milhões (redução de R$ 97,8 mi). Com isso, o Maracanã perde para o Itaquerão (R$ 920 milhões) o posto de estádio mais caro da Copa.
A reforma do Maracanã foi licitada em agosto de 2010 por R$ 705 milhões. No início de 2011, porém, o governo fluminense constatou que a estrutura da marquise estava deteriorada e precisava ser demolida. A nova obra provocou aditivo de 36%.
O TCU conseguiu redução de R$ 20 milhões apenas na desmontagem da estrutura metálica e na demolição da estrutura de concreto armado. Itens como ar-condicionado e sistema de cobertura tensionada também tiveram preços revistos para baixo.
Segundo o relatório, o governo fluminense conseguiu justificar R$ 70 milhões do sobrepreço. Outros R$ 15 milhões ficaram sem comprovação, mas a diferença foi considerada “inexpressiva” por Campelo, que é relator das obras da Copa.
Com o ajuste no orçamento, o TCU deu aval para que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) libere o empréstimo de R$ 400 milhões para a obra. O banco aprovou o financiamento em outubro do ano passado, mas aguardava o resultado da análise do tribunal para desembolsar os recursos.