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Falta de hotéis é gargalo para abertura da Copa em Belo Horizonte

Evento promovido pelo Portal 2014 aponta soluções para infraestrutura da capital mineira

Sinara ressalta importância dos novos corredores de ônibus (crédito: Ramiro Portela/Portal 2014)
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Leandro Cabido - Belo Horizonte
postado em 01/09/2011 11:43 h
atualizado em 01/09/2011 11:50 h

Na corrida pela abertura da Copa, Belo Horizonte terá que solucionar um de seus principais gargalos: a falta de oferta de quartos de hotel. Segundo o presidente da Belo Horizonte Convention & Visitors Bureau, Roberto Fagundes, seis grandes hotéis fecharam as portas nos últimos anos por conta da inadequação do setor.

“Isso acontece porque não temos como receber os visitantes, desde pessoal até mesmo estrutural”, disse Fagundes durante o “Road Show – Vitrine ou Vidraça”, seminário realizado na última terça (30) pelo Portal 2014 e o Sinaenco (Sindicato da Arquitetura e da Engenharia), na capital mineira.

Fagundes ressalta que o problema está sendo contornado com a previsão de novos empreendimentos, que podem dar conta da demanda do Mundial. “Serão mais de 30 hotéis até a Copa do Mundo, com 150 apartamentos em média.”

Além do reforço na infraestrutura hoteleira, a mobilidade urbana de Belo Horizonte também passa por reestruturação. Um sistema de corredores rápidos de ônibus chamado de BRT (Bus Rapid Transit) será implantado nas principais vias da cidade para aumentar a velocidade dos deslocamentos.

Os novos corredores terão investimento de mais de R$ 1,5 bilhão. “Em linhas gerais, é um sistema que tem um volume grande de informações, já que não há interferência de outros veículos dentro das vias. Grosso modo, é um metrô sobre pneus”, afirmou a engenheira Sinara Chenna, da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura.

Mineirão
O principal trunfo da candidatura mineira à abertura da Copa é o Mineirão, cujas obras seguem à risca o cronograma acertado com a Fifa. A previsão de entrega do estádio é dezembro de 2012, a tempo da Copa das Confederações, que acontece em 2013.

A obra de R$ 666,3 milhões está sendo tocada por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada) entre o governo de Minas Gerais e o consórcio Minas Arena (Construcap, Egesa e Hap), que será detentora dos direitos do local por 25 anos.

Para o presidente do consórcio, Ricardo Barra, o Mineirão será um dos estádios mais importantes da Copa, mas seu principal trunfo não acontecerá durante a competição, mas sim no pós-Mundial, servindo à comunidade.

“É importante lembrar que o Mineirão é dos mineiros, onde todos poderão se divertir e fazer do estádio sua segunda casa. Queremos que o local seja um dos melhores lugares para se frequentar em toda a cidade”, disse.

Atualmente, 1.060 operários estão trabalhando no Mineirão. O pico da obra deverá acontecer em março de 2012, quando 2.000 homens darão os últimos passos para o encerramento das obras.





 
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