O setor elétrico brasileiro vai precisar de um investimento adicional de R$ 4,7 bilhões para evitar blecautes durante a Copa do Mundo. O diagnóstico ocorreu após um estudo coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, com a participação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), da Aneel, das secretarias estaduais, das distribuidoras e das empresas de geração e transmissão.
Segundo o jornal "Valor Econômico", a maior parte do montante --quase R$ 3,4 bilhões-- virá das distribuidoras, que devem incorporar critérios e procedimentos mais rigorosos até o evento. O financiamento será feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Déficit
Manaus, por exemplo, tem risco de déficit de 650 megawatts (MW) no suprimento de energia durante a Copa. A linha de transmissão que liga a cidade à hidrelétrica de Tucuruí já enfrentou atrasos. Caso não seja concluída, exigirá geração térmica adicional.
No Rio, a Light, concessionária responsável pelo fornecimento de energia na cidade, pretende trocar todos os equipamentos de distribuição com "elevado tempo de uso". Além disso, deve antecipar em três anos a construção de uma nova subestação na zona oeste da cidade.
Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá e São Paulo também devem apresentar soluções para evitar os blecautes, com a implantação de "eletroanéis". O objetivo é interligar as principais linhas e subestações, criando rotas alternativas de alimentação da rede.
Durante a Copa, a Fifa exige que os estádios recebam energia elétrica de pelo menos duas fontes distintas. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), os estádios e centros de imprensa serão atendidos também por geradores próprios e especiais.