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Copa 2014: Dilma aprova construção do VLT em Cuiabá, diz governo

Governador do Mato Grosso diz que presidente teria autorizado mudança do modal

Modelo de VLT que deve ser adotado em Cuiabá (crédito: Arquivo)
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Da redação - São Paulo
postado em 24/08/2011 15:07 h
atualizado em 24/08/2011 15:16 h

O governo de Mato Grosso afirma que a presidente Dilma Rousseff aprovou ontem (23) a mudança do projeto de mobilidade urbana para a Copa em Cuiabá.

Agora, para que o estado construa o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na capital mato-grossense, há necessidade apenas de um parecer técnico do Ministério dos Transportes. O governador Silval Barbosa está em Brasília para viabilizar o acordo.

O modal sobre trilhos substituirá um sistema de corredores rápidos de ônibus chamado BRT (Bus Rapid Transit). A construção do BRT para a Copa estava prevista desde janeiro de 2010 –as obras deveriam ter começado em dezembro.

Com a troca de governo no início deste ano, as pressões pela construção do VLT ficaram mais fortes. Os apoiadores do modal, que é uma espécie de bonde ou metrô de superfície, afirmam que o sistema é mais moderno, menos poluente e exige uma quantidade menor de desapropriações.

No entanto, o custo pode ser mais que o dobro do BRT, passando de R$ 1,1 bilhão. O governo de Mato Grosso ainda não apresentou estudos detalhados nem um orçamento para a implantação do VLT.

Para bancar a troca de projeto, o governo federal exige que as obras estejam prontas antes da Copa de 2014.

O governo mato-grossense teve que receber o aval da União para a troca de modais porque as obras de transporte da Copa estão inscritas no PAC da Mobilidade Urbana, com recursos garantidos pelo FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Em reunião com os governadores da Copa em maio, Dilma exigiu que as obras comecem até dezembro. Caso contrário, perderão as condições privilegiadas de financiamento e entrarão nos projetos comuns do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Para o Mundial, as 12 cidades-sede inscreveram 50 projetos de mobilidade urbana. O valor das obras chega a R$ 11,9 bilhões, sendo que R$ 7,8 bilhões virão de financiamento federal.





 
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