O desenvolvimento de estádios deve se tornar um importante fator para o aumento dos recursos dos clubes antes da introdução do novo regulamento para o fair play financeiro da UEFA (FFP), segundo um novo relatório do Grupo de Negócios Esportivos da Deloitte, empresa especializada em auditoria e consultoria empresarial.
Com a inauguração do novo estádio do Brighton & Hove Albion antes do início da nova temporada da Championship (segunda divisão inglesa), neste fim de semana, o futebol inglês teve 30 novas arenas construídas desde 1990. Durante os últimos 20 anos, quase £ 3,5 bilhões foram investidos em estádios e instalações na Inglaterra, de acordo o mais recente Relatório Anual de Finanças do Futebol feito pela Deloitte.
O investimento não tem sido feito apenas para aumentar a capacidade dos estádios, que tem crescido cerca de 20% nos últimos 20 anos e aumentou de 3,3 milhões para 42,9 milhões somando os 92 principais times profissionais na última década, mas também no aumento da qualidade das instalações e melhorias em dias de jogo.
O Swansea City, caçula da Premier League (primeira divisão inglesa), teve um aumento de 58% no público de suas partidas depois de se mudar para o Liberty Stadium em 2005, enquanto o Bolton Wanderers gerou mais de 40% de suas receitas (tirando cotas de TV) na temporada 2009/2010 a partir de uma combinação de instalações de hotel e escritório no Reebok Stadium. Já o Arsenal mais do que dobrou as receitas do clube geradas em dias de jogo ao se mudar para o Emirates Stadium em 2006. Na temporada 2009/2010, o time arrecadou em média £ 3,5 milhões por partida.
“A importância de valorizar e maximizar as oportunidades que um estádio pode oferecer para os clubes devem se tornar ainda maiores com a introdução das regras de fair play financeiro da UEFA. A necessidade de equilibrar as despesas à receita vai incentivar os clubes e os seus proprietários a investir ainda mais no desenvolvimento de sua sede e/ou do terreno em sua volta. Os proprietários de estádios devem se focar em avaliar e calcular o retorno sobre o investimento que a ampla gama de potenciais oportunidades poderiam entregar para as suas instalações”, comentou o gerente sênior do Grupo de Negócios Esportivos da Deloitte.