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Gestores baianos defendem PPP para obra da Arena Fonte Nova

Secretários apontam vantagens do modelo escolhido para viabilizar o estádio da Copa

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Karlo Dias e Léo Barsan - Salvador
postado em 21/07/2011 10:30 h
atualizado em 21/07/2011 16:39 h

Durante os debates do Road Show Salvador, o secretário estadual do Esporte, Nilton Vasconcelos, ressaltou os três aspectos do edital do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) da construção da Arena Fonte Nova, estádio que será usado na Copa em Salvador: sustentabilidade ambiental e econômica, arranjo institucional para viabilizar o empreendimento, no caso a Parceria Público-Privada (PPP), e a ocupação imediata do entorno da Fonte Nova.

Este último, lembra o secretário, ainda não foi contemplado. “Mas, essa ocupação vai contribuir com sustentabilidade e receitas complementares para reduzir a contraprestação do estado”, disse.

Ele enumera as ferramentas das quais o governo estadual pretende lançar mão para uma redução efetiva dos gastos com o estádio, considerando que, pelo modelo de financiamento escolhido, o estado arcará com parcelas mensais. “Devem ser realizados, em média, 60 eventos anuais além dos jogos. Museus, restaurantes e até a possível articulação com um shopping center no entorno também estão entre as medidas”, diz.

A polêmica PPP foi defendida por Vasconcelos. “Se a obra fosse pública, não teríamos condições de atender a todas as exigências estabelecidas dentro do prazo. Além disso, o próprio consórcio aportou recursos, já que nenhum estádio recebeu um centavo sequer do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Os recursos só seriam liberados mediante apresentação do projeto executivo.”

O gestor municipal da Copa (Ecopa), Leonel Leal, apresentou o Plano Diretor da Copa. No cronograma, tarefas que vão de limpeza pública à questões culturais. “Vamos retomar a representatividade do Pelourinho e torná-lo o grande point dos turistas. Salvador tem diversos atrativos que precisam ser requalificados”, aponta.

Quesitos como energia, telecomunicações, reforço na segurança dos pontos turísticos da cidade e controle de endemias integram o plano de ação da prefeitura, além do treinamento de servidores e requalificação urbana e ambiental do entorno da Fonte Nova. “É bonito ver as obras do estádio avançando, mas além das obras físicas, a preparação da cidade envolve um planejamento complexo. É preciso atender à expectativa da população levando em conta o legado físico e social que a Copa vai deixar.”

Visão do Sinaenco
Para o consultor do Sinaenco, Jorge Hori, a Bahia tem condições de realizar um grande evento. “O atraso é geral em todas as cidades-sede. Mas este estado vai fazer uma grande Copa porque tem tecnologia e capacidade para realizar grandes eventos como o Carnaval”, avalia.

No entanto, Hori critica a demora na elaboração e execução de projetos em todas capitais que vão sediar os jogos. “O Brasil foi escolhido para receber a Copa em 2007, mas ainda estamos escolhendo o tipo de transporte que será utilizado daqui a três anos. Perdemos tempo e muitas oportunidades. O mundo nos vê como um país emergente, mas não soubemos nos comportar dessa forma. Ganhamos e deixamos as coisas correrem e isso não é só responsabilidade do governo, mas também da sociedade. Será feito apenas o fundamental.”





 
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