Belo Horizonte sofre mais paralisação em uma de suas obras mais importantes para a Copa de 2014. Depois dos trabalhadores do Mineirão terem entrado em greve no mês de junho, desta vez foram os operários da readequação da trincheira na avenida Antônio Carlos, na região da Pampulha, que interromperam os trabalhos.
No local, cerca de 150 homens estão de braços cruzados desde a segunda-feira (3) reivindicando aumento de 4% nos salários e pagamento de 100% das horas extras, como aconteceu na arena mineira.
A obra é fundamental para a introdução do BRT (Bus Rapid Transit), que será o principal meio de transporte coletivo da capital durante o evento esportivo.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Indústria da Construção Civil de Belo Horizonte (Stic-BH), Osmir Ventura, classificou de absurda a condição de trabalhos dos operários.
“Em pleno terceiro milênio estamos vivendo com essa situação. Não podemos esperar para melhorar as condições. Só depois de um acordo interessante os trabalhadores voltarão à obra”, disse Ventura.
Apenas a frente de obras na Trincheira está paralisada. Outras intervenções, como o viaduto de interseção da Antônio Carlos com a avenida Abraão Caran –onde fica o Mineirão– e a duplicação da av. Pedro I seguem o cronograma normalmente.
As construtoras Cowan e Delta, que fazem parte do Consórcio Integração, responsável pela obra, tentam um acordo com os funcionários. Eles esperam uma solução até esta quinta-feira, quando haverá nova assembleia.
Ainda segundo o sindicalista, a greve continuará enquanto as melhorias nas condições de trabalho não melhorarem. “Será só o começo. Os trabalhadores querem seus direitos e nós vamos lutar por eles.”