O condado sul-coreano de PyeongChang, candidato pela terceira vez consecutiva, chega como favorito à eleição da sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018, que será realizada nesta terça-feira, em Durban (África do Sul), com as cidades de Munique (Alemanha) e Annecy (França) como rivais.
Suas derrotas anteriores por uma pequena margem (três votos atrás de Vancouver 2010 e quatro a menos que Sochi 2014), a possibilidade de estender os Jogos de Inverno para novos territórios (foram disputados somente duas vezes na Ásia), o desenvolvimento de suas infraestruturas nos últimos anos e o entusiasta apoio de sua população e de seu Governo falam a favor da candidatura de PyeongChang.
O presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, defenderá nesta quarta-feira o projeto de seu país diante dos membros do COI, em uma jornada que seguirá a pauta habitual do organismo olímpico: uma apresentação de cada candidato, seguido da possibilidade que os eleitores formulem perguntas, depois um relatório da Comissão de Avaliação e, finalmente, a votação secreta em sucessivas rodadas eliminatórias até que uma cidade obtenha a maioria absoluta.
Em termos técnicos, os três aspirantes estão em igualdade de chances porque ganharam comentários igualmente positivos da Comissão de Avaliação. Annecy, que na primeira fase da candidatura apresentava uma excessiva dispersão de suas instalações, corrigiu esse defeito e foi colocada ao nível de seus rivais na qualificação definitiva.
Munique parece a única alternativa real a PyeongChang. A capital da Baviera pretende ser a primeira cidade do mundo a organizar os Jogos Olímpicos (1972) e os Jogos de Inverno.
Juan Antonio Samaranch Jr., que nesta quarta-feira será um dos eleitores, declarou que "não se deve perder nem um minuto se perguntando se qualquer destas três cidades poderia organizar satisfatoriamente os Jogos, porque todas podem".
"Essa é a filosofia de Jogos que queremos: a abertura a novos territórios, o retorno a um país tradicional de esportes de inverno ou a volta à montanha", resumiu.