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Infraestrutura de transporte é suficiente para Copa, diz especialista

Para a arquiteta Valeska Pinto, o Brasil deve se concentrar na organização do sistema de transporte

Para Valeska, o Brasil está acostumado a eventos de grande porte
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Luana Costa
postado em 13/07/2009 17:09 h
atualizado em 01/09/2009 17:52 h

O transporte urbano é questão fundamental à organização da Copa do Mundo, já que de seu bom funcionamento dependerá a circulação dos cerca de 500 mil turistas que estarão no Brasil em 2014. Problemas como a falta de sinalização nas vias de tráfego, a má administração do tráfego nas ruas e a falta de conexão entre aeroportos e trens urbanos têm que obrigatoriamente serem resolvidos nos próximos cinco anos, para que o Mundial seja realizado com sucesso.

Segundo a arquiteta e diretora da Associação Nacional de Transporte Público (ANTP), Valeska Peres Pinto, o transporte público não é de fato um problema para a Copa 2014: "Se formos pensar apenas na Copa, nossa infraestrutura de transporte atual já é suficiente. O que falta é organização".

 

Em entrevista ao portal Copa2014.org.br, a arquiteta aborda a questão com foco na realização do evento, e discute quais os problemas de mobilidade urbana que o país enfrentará.

 

Nossa estrutura atual de transporte é suficiente para atender à demanda de turistas em 2014?
No Brasil, nós temos o Carnaval e a Fórmula 1 todos os anos, eventos que envolvem grande quantidade de turistas. As pessoas vêm, assistem e não passam por problema algum. Se formos pensar apenas na Copa, nossa infraestrutura de transporte atual já é suficiente. O que falta é organização. 

De que forma podemos organizar melhor essa estrutura?
O brasileiro é criativo e pode organizar uma Copa sem problema nenhum. Afinal, é um evento que acontece em apenas um mês. Na Alemanha, por exemplo, eles não têm o sistema de bilhetagem que temos aqui, que é muito eficiente. Para agilizar a circulação no período da Copa, os alemães tiveram que liberar a passagem do transporte público. Era tudo gratuito.

Mas se adotarmos soluções paliativas, não estaremos perdendo a oportunidade de resolver o problema de transporte com a Copa?
Sim, claro. Por isso acho extremamente importante investir na melhoria do transporte. Veja bem, eu disse que temos estrutura, mas o transporte precisa de melhorias e de uma organização eficiente. Por esse ângulo, do qual concordo, acho errado que as soluções visem apenas à Copa do Mundo.

Quais são os principais problemas que enfrentaremos durante o evento?
São muitos, e em todos os tipos de transporte, do aéreo até o terrestre. O turista, por exemplo, não pode ficar horas e horas parado no aeroporto esperando o congestionamento passar só para conseguir chegar ao centro da cidade. Deve-se imaginar uma melhora na malha aérea e no transporte das vias. Além disso, enfrentaremos problemas como sinalização das vias, má administração da circulação nas ruas, malha aérea, entre outros.

Quais seriam as soluções?
Para o transporte do aeroporto ao centro da cidade, uma solução seria criar uma conexão entre o aeroporto e um transporte terrestre de fácil acesso. As ferrovias deveriam ser mais exploradas. O aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, por exemplo, se localiza em frente ao Trensurb (metrô da cidade), mas não há conexão entre ambos. É evidente que em São Paulo será diferente. Temos o projeto de uma linha de metrô saindo do Brás até Guarulhos. Isso pode ser muito importante para diminuir as filas nos aeroportos, porque o passageiro pode fazer o check in na própria estação de metrô.

Este é o único problema do transporte aéreo?
Não. Também temos o problema da excessiva concentração, com a troncalização em dois aeroportos, o de Brasília e o de São Paulo. Temos que reequilibrar essa malha aérea, repensá-la. Isso pode diminuir a pressão sobre esses aeroportos.

E os outros problemas?
Bom, temos muitos. Mas, pensando na Copa, uma das maiores complicações para o turista talvez seja a falta de informação. O brasileiro não tem cultura de saber informar. Em qualquer hotel, se o turista diz: “Eu sou estrangeiro, me dê o mapa do metrô”, não encontra informação a respeito. A sinalização das ruas é outra questão. Mal temos sinalização para os brasileiros, imagine sinalização internacional.
Outro problema é a gestão da circulação. No horário de pico, por exemplo, quase todo o movimento é no sentido bairro-centro, causando grandes congestionamentos, enquanto o sentido contrário fica praticamente sem uso. Isso deve ser equilibrado.





 
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