Por opção do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, Belo Horizonte teria tomado o lugar de São Paulo como favorita à abertura da Copa de 2014, escolha que já teria sido comunicada ao Ministério do Esporte e recebido o aval da Fifa.
A informação foi publicada na edição desta segunda-feira (20) do jornal "Lance", que afirma ainda que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, estão cientes da decisão de Teixeira.
Ainda segundo o jornal, a mudança de rota teria deteriorado a relação de Sanchez com Teixeira, que estão próximos desde o ano passado, quando o corintiano chefiou a delegação brasileira na Copa da África do Sul. Nas últimas semanas, o dirigente alvinegro teria passado a atacar o comandante do Comitê Organizador Local da Copa (COL).
A troca de sedes teria ocorrido por conta dos atrasos no Itaquerão. Com obras iniciadas a menos de um mês e previsão de entrega em março de 2014, não haveria tempo de testar a arena corintiana para o jogo inaugural da Copa.
Se a informação for confirmada em 30 de julho, quando a Fifa deve anunciar as sedes de abertura e final da Copa, será um duro golpe para São Paulo. Em razão dos atrasos, a capital paulista já perdeu a Copa das Confederações, disputada em 2013. Além disso, as instalações do centro de mídia da Copa (IBC) ficaram com o Rio de Janeiro. Agora, restaria apenas o Congresso da Fifa e uma das semifinais (se o Itaquerão for confirmado para 65 mil pessoas).
Em Belo Horizonte, o presidente do Comitê da Copa, Tiago Lacerda, espera a confirmação oficial antes de fazer qualquer pronunciamento. "Não estamos falando nada enquanto não tiver a palavra oficial da Fifa e do COL. Estamos trabalhando para que Belo Horizonte possa sediar qualquer jogo, desde a abertura até a final, prevista para o Rio de Janeiro. Mas qualquer palavra a respeito disso só quando tivermos uma posiução oficial da Fifa, disse o gestor ao "Lance".
Infraestrutura
Para dar conta do principal jogo da Copa, Belo Horizonte terá que driblar problemas de infraestrutura, como a insuficiência da rede hoteleira e os gargalos no aeroporto de Confins.
Atualmente, a capital mineira possui apenas um hotel no padrão cinco estrelas. A previsão é que nos próximos três anos 29 hotéis entre três e cinco estrelas sejam construídos, com um total de 6,8 mil novos quartos. Isso praticamente dobraria a atual capacidade da capital mineira, que possui hoje oito mil unidades, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih).
Principal aeroporto de Minas Gerais, o terminal de Confins tem espaço para receber cinco milhões de passageiros por ano. No entanto, a demanda ultrapassa a capacidade desde 2009, quando 5,6 milhões de pessoas embaracaram ou desembarcaram na capital mineira.
A Infraero, estatal que administra os aeroportos do Brasil, planeja investimentos de R$ 408 milhões para expandir a capacidade do aeroporto para 7,2 milhões de passageiros. As obras foram licitadas no começo de junho e devem terminar em 2013.