Autor do projeto de renovação da Arena da Baixada para a Copa de 2014, o arquiteto Carlos Arcos apresentou na tarde desta terça-feira detalhes sobre as intervenções que serão realizadas no campo do Atlético Paranaense.
De acordo com o arquiteto, mesmo sendo o menor estádio da Copa (terá 122 mil m2 de área depois das obras), o Joaquim Américo é um dos que apresenta maior potencial de integração com o entorno e possibilidades de usos variados no pós-Copa.
Isso porque a Arena está em local privilegiado de Curitiba, em posição central, mas que escapa das vias mais congestionadas da cidade. O estádio fica próximo ao eixo onde será construída a primeira linha de metrô da capital paranaense (que ficará pronta apenas depois da Copa), ao lado da estação rodoferroviária e da avenida que dá acesso ao Aeroporto Internacional Afonso Pena.
Segundo Arcos, outro ponto positivo é que 65% dos hotéis da cidade ficam a um raio de 2 km do estádio. "A maior parte do público da Copa irá para a Arena da Baixada a pé, de bicicleta ou de táxi. Não vai haver distúrbio de trânsito em Curitiba", falou.
Além da remodelação interna da Arena da Baixada, que passará dos atuais 27 mil para 40 mil lugares, será construída uma esplanada na entrada principal do estádio para incentivar a utilização da área durante a maior parte do dia.
Com o mesmo objetivo de estimular a criação de uma nova centralidade em Curitiba, o governo estadual tem planos de construir uma arena de menor porte ao lado do Joaquim Américo, com 10 mil lugares, transformando o espaço num complexo cultural e esportivo para receber os eventos da cidade.
"O custo benefício [da Arena] é o melhor do Brasil. Se tem um estádio que não vai ser um elefante branco é o nosso, pois será usado por muitos e muitos anos pela população de Curitiba", disse o arquiteto.