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De olho na Copa Verde, Mato Grosso quer "florestas em pé"

Estado reduz desmatamento e estimula culturas sustentáveis

Mapa do desmatamento no estado de Mato Grosso (2004) (crédito: Painel Florestal)
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Marcos de Sousa - São Paulo
postado em 07/06/2011 16:39 h
atualizado em 07/06/2011 17:47 h

Detentor de dois dos mais importantes biomas brasileiros, o estado de Mato Grosso ostentou durante vários anos o vergonhoso recorde de desmatamento da Floresta Amazônica. A explicação desse processo tem origem em meados dos anos 1970, quando a região foi ocupada por milhares de famílias vindas de outros estados brasileiros. A condição para garantir a posse das áreas concedidas pelo governo era sua utilização para a agricultura, com a inevitável derrubada da floresta nativa, frequentemente com o uso da técnica de queimadas. O ritmo de desmate começou a cair a partir de 2008, graças a pressões internacionais e algumas ações coordenadas entre estado e governo federal.

O tenente-coronel Paulo Serbija, superintendente de Fiscalização da Sema/MT, explica que o governo - ao lado das autoridades federais - está centrando suas ações em dois grandes eixos: educar e fiscalizar a atividade agropecuária no estado. A primeira linha envolve o trabalho com agricultores e madeireiros para estimulá-los a adotar práticas com menor impacto ambiental. "Por exemplo, quando há necessidade de abrir novas áreas de plantio, sugerimos o uso de terras já desmatadas ou a adoção de tecnologias mais modernas, que evitem a retirada das florestas", explica Serbija.

A estratégia tem sido bem sucedida até mesmo por motivos de mercado: os agricultores já sabem que grãos ou carnes produzidas sem cuidados ambientais perderão espaço nas plateleiras de supermercados. "Estamos procurando mostrar o valor que tem a floresta em pé e para isso contamos com o apoio de universidades e institutos de pesquisa, que fazem palestras e nos ajudam a encontrar a equação que evite o corte da floresta", diz Serbija

Em outra frente, a Sema tem trabalhado em parceria com o Exército, Polícia Federal e Ibama para patrulhar as florestas e reprimir as devastações. O Ibama concentra-se na Amazônia, ao norte do paralelo 13, enquanto a ação do estado está mais centrada na região pantaneira.

"O que temos visto, especialmente agora, em 2011, é que a maioria dos desmatadores não são produtores consolidados. São pessoas que usam a famosa técnica da corrente puxada por tratores. Temos localizado, por meio de aviões e satélites essas áreas, e estamos apreendendo materiais e equipamentos, como tratores, caminhões, além de madeira extraída ilegalmente. De nosso último levantamento, faltam cerca de 30 áreas para visitar, por dificuldades de acesso, mas elas já foram sobrevoadas por helicópteros e estão sob monitoração constante", completou Paulo Serbija.

Mais informações no site www.sema.mt.gov.br

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