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Abertura da Copa em Itaquera corre risco, diz Andrés Sanches

Presidente do Corinthians afirmou que o estádio vai sair, mas abertura "não depende" do clube

Presidente corintiano reafirma que clube terá seu estádio em Itaquera (crédito: Divulgação)
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Da redação - São Paulo
postado em 16/05/2011 14:48 h
atualizado em 23/05/2011 10:31 h

O presidente do Corinthians, Andrés Sanches, voltou a afirmar ontem (15) que o estádio de Itaquera (conhecido como estádio do Corinthians) corre o risco de não ficar pronto até a Copa do Mundo. A declaração ocorreu após a derrota corintiana na final do campeonato paulista. De acordo com o dirigente, o clube terá seu estádio independentemente do Mundial.

"A abertura está correndo o risco a cada dia que passa. O estádio, sai, isso eu garanto para o torcedor corintiano. Se vai ser abertura ou não, não depende do Corinthians", disse.

Na última sexta-feira (13), Sanches esteve com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab, e representantes da Odebrecht, empresa que estara à frente das obras. Em pauta, a discussão sobre o custo da construção do estádio, agora estimado em R$ 1 bilhão.

A previsão de custo atual, anunciada pelo presidente do clube em março, é de R$ 700 milhões. As exigências da Fifa, porém, devem elevar esse valor.

O valor das obras do estádio corintiano já mudou diversas vezes. Inicialmente, estava orçado em R$ 335 milhões, com capacidade para 45 mil torcedores. Após a indicação para a Copa e a ampliação para 65 mil lugares, o preço final teve acréscimo de mais de R$ 200 milhões.

O Corinthians deve receber ajuda da prefeitura de São Paulo para levar o projeto adiante. Estão previstas a votação na Câmara dos chamados CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento), papéis negociáveis que valem até 60% do empreendimento, e também uma série de incentivos fiscais para as obras do Itaquerão.

O início das obras está marcado para hoje. Andres, no entanto, não confirmou a data. "Temos mais 15 a 20 dias dentro dessa projeção, depois começa a ficar pesado, até porque as condições climáticas podem atrasar a obra também, principalmente em caso de fortes chuvas. Não falo mais em prazos para tudo começar. Antes falei abril, maio, agora não arrisco mais, seria burrice, mas estamos no limite", afirmou.

 





 
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