A demolição da arquibancada do Estádio Mané Garrinha, programada para a tarde deste domingo (15), não aconteceu. E não foi por falta de tentativas: foram duas explosões com falhas até o Consórcio Brasília 2014 desistir de derrubar a construção.
O gerente de operações do consórcio - formado pelas construtoras Via Engenharia e Andrade Gutierrez -, Dagoberto Ornelas, justificou a decisão, por volta das 17h pelo “adiantado da hora” e disse o trabalho de derrubada deve ser retomado nesta segunda-feira (16).
Os explosivos foram detonados pela primeira vez por volta das 15h30. A expectativa era de que, com isso, a última estrutura ainda de pé do estádio fosse ao chão para dar andamento da construção do Estádio Nacional de Brasília – que vai receber os jogos da Copa de 2014 e da Copa das Confederações um ano antes.
Segundo Ornelas, houve uma falha em uma das três linhas de explosivos colocadas na base da arquibancada. “A nossa expectativa era que a sequência de três linhas [de explosão] fossem mais próximas e houvesse uma fragilização na estabilidade das arquibancadas”, disse. Uma hora depois, outra tentativa e o problema persistiu. Segundo a assessoria do governo do Distrito Federal, foram usados 250 kg de dinamite nas explosões.
Frustração
O ocorrido transformou em fiasco a demolição, que era acompanhada por políticos e curiosos. Antes do início das explosões, o governador em exercício, Tadeu Filipelli, que a demolição mostrava que o cumprimento do cronograma na capital federal – que vem fazendo campanha para receber a abertura dos jogos em 2014.
“O passo que nós damos hoje assegura cada vez mais que o nosso cronograma de obras está ok, que estamos avançando e estamos em comparação com os demais estados estamos em dia e podendo, inclusive, antecipar o cronograma. E isso aumenta, de forma muito positiva, a chance de de fazer a abertura da Copa das Confederações aqui no Distrito Federal”, afirmou.
O governador em exercício também apontou que, mesmo com a derrubada e a construção de uma nova estrutura, a obra da nova arena ficará R$ 26 milhões mais barata. Isso porque, após estudo, o governo constatou que a reforma da arquibancada erguida nos anos dede 1970 seria mais cara que a nova construção.
A nova arquibancada terá um ângulo maior de inclinação, o que, segundo o governo, melhora a visibilidade e diminui a distância para o campo. Após a falha na demolição, Filipelli saiu sem falar com a imprensa.