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Missão cumprida: Executivo deixa direção do Internacional

No clube desde janeiro, Aod Cunha articulou mudança de modelo da reforma do Beira-Rio para a Copa

Cunha deixa o Inter depois de articular mudança de rumo no Beira-Rio (crédito: Arquivo)
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Alexandre de Santi - Porto Alegre
postado em 11/05/2011 11:13 h
atualizado em 11/05/2011 11:22 h

Um dos principais defensores do modelo de parceria para a reforma do Beira-Rio, o executivo-chefe do clube, Aod Cunha, deixou ontem (10) a direção do clube.

O executivo havia entrado no Inter no início de janeiro e era considerado a principal contratação colorada em busca da profissionalização da gestão do clube, uma das marcas defendidas pelo novo presidente do Inter, Giovanni Luigi.

A decisão foi informada em comunicado oficial publicado no site do clube. Segundo o texto, o executivo segue no Internacional até o final do mês auxiliando no processo de transição. O comunicado indica que a decisão foi tomada em acordo e que Cunha teria aceitado colaborar com o processo de profissionalização do clube de forma não-remunerada sempre que for convidado pela direção colorada.

Missão cumprida
Na primeira grande missão no cargo, o CEO liderou o processo de troca do modelo de financiamento da reforma do Beira-Rio, que, até então, vinha sendo realizada com recursos próprios do caixa do clube.

A obra estava sendo realizado com o dinheiro recebido pela venda do estádio dos Eucaliptos e com a antecipação do aluguel de novas suítes que estão sendo construídas no Beira-Rio. Neste modelo, as obras estavam orçadas em R$ 150 millhões. Com a mudança, passaram para quase R$ 300 milhões.

Cunha e Luigi questionaram o autofinanciamento, apontando o receio de que variações no custo da obra comprometessem o caixa do clube. Além disso, os dirigentes alegaram que o modelo de autofinanciamento não atendia ao pedido da Fifa, que exigia garantias financeiras do Inter que comprovassem a capacidade do clube de concluir a reforma.

Por isso, apoiaram a parceria com uma construtora que assumisse o risco da obra em troca da exploração de áreas comerciais no entorno do estádio, uma mudança de rumo que exigiu a aprovação do Conselho Deliberativo após uma série de reuniões.

O executivo-chefe deixa o cargo seis dias após o fim da concorrência que deve apontar a construtora Andrade Gutierrez como parceira do clube na obra do Beira-Rio, palco gaúcho para a Copa de 2014. O anúncio deve ser realizado na próxima segunda-feira.

Leia também: Inter nega que Andrade Gutierrez será construtora do Beira-Rio





 
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