A Associação de Futebol do Catar qualificou nesta quarta-feira (11) como falsas e "pouco confiáveis" as denúncias sobre supostos subornos a representantes da Fifa para que conquistasse a organização da Copa do Mundo de 2022.
O presidente da Confederação Asiática de Futebol e candidato à Presidência da Fifa, o catariano Mohammed bin Hammam, também negou as acusações.
"Posso garantir que isso não aconteceu. Se alguém quiser prejudicar nossa reputação, terá que oferecer provas", explicou Bin Hammam à agência britânica "Press Association".
Em 2 de dezembro, o Catar foi escolhido pela Fifa para organizar o mundial de 2022, que pela primeira vez será realizado em um país do Oriente Médio. No mesmo dia a Rússia foi eleita para receber a competição em 2018.
As acusações aparecem em uma investigação no Parlamento do Reino Unido, na terça-feira, sobre as razões que impediram o país de conquistar a organização da Copa do Mundo de 2018.
Durante a investigação parlamentar surgiram denúncias repassadas ao jornal britânico "Sunday Times" sobre a possibilidade de o Catar ter pago suborno a vários delegados africanos para organizar o mundial de 2022.
Essas acusações, segundo a Associação de Futebol do Catar, "não podem ser provadas e são falsas".
O comunicado da associação, reproduzido pela emissora catariana "Al Jazeera", sustenta que o mesmo jornal desistiu de publicar as acusações ao chegar à conclusão de que as pessoas que apresentaram as informações "não eram confiáveis" e seus dados "eram pouco fidedignos".
As denúncias, conforme a imprensa catariana, foram apresentadas pelo parlamentar britânico Damial Collins, quem afirma que os representantes de Camarões e da Costa do Marfim no comitê executivo da Fifa, Issa Hayatou e Jacques Anouma, respectivamente, tinham sido subornados para votar a favor do Catar.
De acordo com essas acusações, Hayatou e Anouma deram seu apoio em troca de receber US$ 1,5 milhão.
O Catar organizou em 1995 o mundial sub 20, em 2006 os Jogos Asiáticos, e em janeiro passado a Copa da Ásia de Futebol.