O prefeito de São Paulo Gilberto Kassab e governador Geraldo Alckmin assinaram nesta segunda-feira (18) um convênio para obras na zona leste da capital que visam melhorar a infraestrutura viária para a Copa de 2014.
O volume de investimento das duas esferas chega a R$ 480 milhões --R$ 350 milhões do estado e R$ 130 milhões da prefeitura. No entanto, ainda não há prazo para o início das obras. Apenas a intenção de que terminem em junho de 2013.
O aúncio ocorreu em evento no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.
Na zona leste encontra-se o bairro de Itaquera, onde o Corinthians pretende construir uma arena de 65 mil lugares para o Mundial. O local é cotado para o jogo de abertura.
Obras
Os quase meio bilhão de reais serão empregados basicamente em obras viárias. Um dos projetos é a construção da nova radial leste, que conectará a zona oeste e o centro aos bairros a leste da capital paulista.
A conexão entre a radial e a avenida Itaquera --que margeia o terreno do estádio-- será feita por meio de uma nova avenida, a Delegação Norte.
Também serão criadas novas alças de acesso da avenida Jacu-Pêssego --que corta a zona leste de norte a sul-- à radial.
São Paulo é a última das 12 sedes da Copa a definir seus investimentos em mobilidade urbana. Até junho passado a Copa seria realizada no outro extremo da cidade, no estádio do Morumbi (zona oeste).
Até então, o objetivo era construir a linha 17-ouro do metrô, o monotrilho do Morumbi, projeto de mais de R$ 3 bilhões que o governo afirma não ter descartado.
Estádio
A indefinição das obras de mobilidade tem paralelo com a do estádio da competição. A nova casa corintiana foi anunciada em setembro de 2010, mas o clube ainda não conseguiu transformar o projeto em realidade.
O terreno é um dos empecilhos. O Ministério Público (MP) pede que o clube devolva a área à prefeitura por ter desrespeitado o contrato de cessão.
O prefeito afirmou hoje no Palácio dos Bandeirantes que, nos próximos dias, o Corinthians deve assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a promotoria, encerrando o impasse.
A assinatura do TAC, no entanto, é prometida pelo prefeito desde setembro, quando os governos municipal e estadual encamparam o estádio corintiano para o Mundial.
Além de problemas com o MP, o projeto de Itaquera enfrenta outros obstáculos. O Estudo de Impacto de Vizinhança --espécie de licenciamento ambiental "light"-- ainda não foi entregue à Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.
No terreno do estádio também estão instalados dois dutos da Petrobras. Apesar de a empresa já ter se mostrado favorável à remoção, ainda aguarda a cessão de um terreno municipal e a liberação das licenças para a construção do estádio para iniciar a retirada. Teria seis meses para o processo.