Ainda não temos nosso blog, que somente virá em julho. Mas já temos blogueiros, como a Joana Pellerano, jornalista e gourmet, que assina a seção Copa e Cozinha.
Muito tem se falado sobre a grana exorbitante investida nas obras para a Copa 2014. Outro dia o colega Rodrigo Prada revelou aqui no portal que os gastos projetados para a construção e reforma dos estádios do Mundial já subiu mais de 300%, chegando aos R$ 10 bilhões para arenas multiuso, coberturas e entorno dos estádios.
A grande discussão sempre gira em torno da real utilidade desses investimentos e da necessidade de se planejar essas obras para não acabar com um furo na conta e um elefante branco no meio da cidade. É preciso pensar na população que vai conviver com as “melhorias” depois que a Fifa fizer as malas e partir.
Por isso, pra mim, a obra mais importante que a Copa 2014 gerou até agora foi a reforma da Feira da Banana, em Manaus. Ela é um dos pontos que compõem a Feira Coronel Jorge Teixeira, conhecida como Manaus Moderna, situada no Centro Histórico da capital amazonense. Quinta passada, 2 de julho, o secretário municipal de Produção e Abastecimento (Sempab), José Aparecido dos Santos, anunciou que o espaço vai passar por reformas estruturais e de funcionamento nos próximos 90 dias.
A obra promete desatravancar o trânsito local e dar 99 novos boxes para permissionários da feira que permitirão melhores condições de armazenamento e estocagem de pacovãs, pratas e nanicas. Quando finalizada, a reforma será acompanhada de novas regras para disciplinar a a carga e descarga, incluindo a mudança de horários.
Diz que o pessoal que vende banana não gostou muito, porque as obras devem paralisar a feira por um período. Mas pelo jeito a situação anda insustentável. Imagina a cena descrita pelo secretário no jornal A Crítica: “Como está hoje, não pode continuar, com pessoas sentando em cima das bananas que serão vendidas”.
“O que queremos é reordenar e reorganizar a Manaus Moderna, preparando-a para a Copa de 2014. Esta é uma demanda da prefeitura e do Governo do Estado, não podemos brincar com este tipo de exigência que a Fifa fez”, disse José Aparecido.
*Joana Pellerano é jornalista e aficionada por culinária