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Governo adia obra do aeroporto de Curitiba para depois da Copa

Marcada para 2014, obras do Afonso Pena ficarão prontas somente em 2018

Saguão do Aeroporto Afonso Pena, em Curitiba (crédito: Herr stahlhoefer/Wikicommons)
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Júlio César Lima - Curitiba
postado em 28/03/2011 12:37 h
atualizado em 28/03/2011 12:47 h

A ampliação do Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais (PR), que deve custar cerca de R$ 300 milhões, está mais distante. Em reunião realizada na última semana entre lideranças políticas, representantes da Infraero e da Secretaria Especial para Assuntos da Copa 2014, ficou acertado que a reforma deve sair somente em 2018, quatro anos após a realização do Mundial.

Mesmo com a notícia de que o goveno federal disponibilizou recursos para outras obras, a notícia surpreendeu o secretário especial para Assuntos da Copa, Mario Celso Cunha. Segundo ele, há falta de vontade política. “Perderemos capacidade na recepção dos turistas, os cargueiros não poderão utilizar toda sua carga, ou seja, uma obra quatro anos depois do evento mais importante do estado?”, questiona.

Segundo ele, que vê nessas obras algo esencial para melhorias gerais no aeroporto, o estado deveria ser mais respeitado, pois é um dos que mais colaboram com o PIB brasileiro. “Nessa hora, quando precisamos de um retorno, não conseguimos. Isso está muito estranho, parece que nossos políticos não estão dispostos a ver as obras”, afirmou, lembrando que o atual governador, Beto Richa (PSDB) derrotou o candidato apoiado pelo governo federal, Osmar Dias (PDT).

Já o superintendente da Infraero, Antonio Pallu, afirmou durante a reunião que várias melhorias no aeroporto deverão ser concluídas até a Copa de 2014. Segundo ele, o aeroporto recebeu no ano passado 5,7 milhões de passageiros, mas a capacidade de atendimento para o qual foi construída seria de apenas 3,5 milhões.

Obra
A Infraero vai investir cerca de R$ 19 milhões na ampliação do terminal de cargas. A obra deve ampliar em 42% a capacidade atual. Serão aplicados também R$ 11 milhões na ampliação do estacionamento de veículos, que passará de 680 para 2.202 vagas, que deverá ser concluída em até 180 dias.

Sobre as desapropriações e licenças ambientais, que seriam empecilhos para as obras em curto prazo, segundo as autoridaes, Mario Celso afima que dos R$ 80 milhões necessários para desapropriações o governo estadual dispõe de R$ 10 milhões e isso invibializaria a obra.

Para o superintendente da Infraero, Antonio Pallu, para que as obras aconteçam, são necessárias outras medidas, como um decreto de utilidade pública e desapropriação da área onde será construída a pista, a cargo do governo estadual.

Segundo o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, o governo estadual está fazendo sua parte. A documentação está sob análise da Casa Civil.





 
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